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O Artesão Cego

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MensagemAssunto: O Artesão Cego   Sex Jul 31, 2009 1:57 pm

O Artesão Cego.


Sinopse: Diana, nunca deixou que algum humano que visse seu corpo com vida, ela nunca havia se apaixonado verdadeiramente... Mas Adriano era diferente...ele era um humano, sujo, cego, ferido...De grande talento como artesão.
Classificação: Livre.
Categorias: Mitologia.
Gêneros: Drama, Romance.
Notas: Baseado nas mitologias gregas e romanas sobre a Deusa Diana/Artemis ( irmã de Apollo ). Eu criei esse pequeno conto em um dia de puro tédio depois de ter lido o livro As 100 melhores histórias da mitologia Grega. Boa leitura e espero que gostem desse conto que eu criei. Diana não me pertence, ela pertence a uma instinta religião, apenas Adriano que é personagem meu.

Capítulo Único


Diana era uma das mais belas Deusas, de longos cabelos lisos e negros, de uma pele branca e brilhante como a própria lua, ela era irmã de Apolo o Deus do Sol, filhos de Jupíter com Tebas, sendo ela a Deusa da Lua e da caça era uma das deusas mais castas e seu corpo nu nunca fora visto por nenhum homem, correção, apenas o infeliz Acteão, um grande caçador humano que infelizmente caiu na praga de se tornar a caça em vez de continuar com o caçador. Mas era errado dizer que Diana não possuía amigos, a questão que a maioria era imortal ou descendente de algum Deus, mas o que mais humano era havia morrido, Hipólito, sendo ela mesma que o sepultara em um próprio templo, pois ele era seu amigo mais fiel que nunca ousara a tocar.

A Deusa junto de suas amigas ninfas após a caçada de um grande cervo, em busca de se refrescar pós sua grande caçada, elas foram se banhar em um pequeno lago que havia naquela grande floresta.

- Que linda Diana é. Uma beleza sem igual - as ninfas comentavam entre si, ajudando a bela Deusa a se despir e cuidando a sua volta para que nenhum homem aparecesse para vislumbrar aquele belo corpo, pois ficou claro que como no encontro com o infeliz Acteão, se os homens soubessem da beleza incomparável da Deusa haveria muito assedio sobre a mesma e ela não desejava isso, desejava que seu corpo puro ficasse em segredo para os homens e para os Deuses. Ela era uma das Deusas mais belas, o corpo era lindo e perfeito em proporções, sua pele era branca sem nenhuma mancha ou imperfeição, os cabelos eram longos e negros, como os belos e espertos olhos.

As ninfas por um instante se distraíram, estavam brincando e se divertindo, pois elas sabiam que era difícil que os humanos fossem naquela floresta, assim não se preocuparam tanto com a guarda de sua senhorita, porem ouviram um barulho na água como se alguém caísse no raso, olhando elas correram desesperadas para cobrir a Deusa com o manto da mesma, mas olharam para a pessoa que caiu, era um rapaz de longas cabeleiras loiras e olhos enfaixados por uma faixa branca e vermelha de seu sangue, este estava magro, assustado com os gritos o rapaz se direcionou para as vozes, ele apenas ergueu o corpo, elas começavam a sair da água para fugir e olharam para ele, notando que ele estava fraco, sendo possível também ver outros machucados pelo corpo do rapaz.

- Por favor - ele disse com uma voz rouca - para onde fica a cidade? - ele era um pobre cego - Por favor me ajudem, eu estou perdido.- ele disse tremendo

Diana olhando a pobre criatura a alguns metros a sua frente, ela tinha acabado de se vestir.

Ela notou que ele era um cego, que não tinha visto seu corpo, e nunca poderia ver, ele era como um animal ferido, para a Deusa não era memorável o matar, mesmo que fosse por misericórdia ou o capturar naquele estado, mesmo que e esse animal fosse humano.

- Diana rápido, por favor - disse uma das ninfas apressadas, enquanto a Deusa estava parada apenas olhando o rapaz, todas elas já haviam se escondido de alguma maneira aos arredores.

- Esperem ele é inofensivo e não viu nada - a Deusa disse com sabedoria andando pela água até o jovem cego, sua voz era forte.

- Por favor me ajude eu estou perdido, eu estou com fo... - ele não conclui a frase, seus machucados possivelmente fizeram ele perder muito sangue e com isso ele desmaiou sobre a água sendo carregado pela Deusa para fora do rio.

----oOo----


- Qual é seu nome garoto cego? - Diana estendeu um pedaço da carne do cervo ao rapaz que estava de olhos fechados e sem faixas porem havia uma grande cicatriz recente encima dos olhos, ele pegou a carne e comeu sem nenhum respeito como se nunca tivesse comido na vida. As ninfas, enquanto o rapaz estava desacordado, cuidaram de seus outros machucados, ele se não fosse pela grande magreza e pelo fato que tinha folhas sobre seus machucados, pareceria um soldado que voltou de guerra recentemente.

- Meu nome é Adriano - ele disse depois de tomar muita água, acabando de comer a carne - e o seu? - ele era uma pessoa simples, tinha cabelos loiros sujos de lama e molhados pelo lago, os olhos cegos sempre fechados, a pele branca com sinais de queimaduras antigas feitas pelo calor do fogo e das brasas, a roupa era de camponês, estava suja, rasgada, ele realmente parecia uma pessoa bem normal, como qualquer humano, uma raça de seres que normalmente Diana desprezava ou nem se importava.

- Pode me chamar de Diana - ela o respondeu o observando atentamente, ele era um estranho, ela não iria confiar ou abaixar sua guarda só pelo fato dele ser cego - Já que está alimentando, tem de ir embora também – suas palavras eram frias e indiferentes.

- Me diz para qual lado fica alguma cidade e eu irei... - ele sorriu a ela, gentil e sincero, ele parecia mais puro que os outros humanos – E muito obrigado por dividir essa maravilhosa carne, Diana.

" Ele me trata como uma humana qual quer, insolente deveria puni-lo", mas Diana não o fez, apenas pensou naquelas palavras, ela prestou atenção no rapaz que ficava em pé se apoiando na arvore, seu corpo havia sido tratado pelas ervas das Ninfas, e essas se escondiam do rapaz ainda receosas, "ele é inofensivo e não insolente, e ingênuo ainda por cima, não tem como ele saber que sou uma Deusa, porque não pode me ver".

- Antes de te dizer para que caminho você devera seguir, me diga, por que está nessa floresta sendo uma pessoa debilitada de visão? E porque estava tão machucado? - ela se levantou observando o rapaz a sua frente, ele não era o mais belo dos belos, mas mesmo magro e ainda sujo, ele possuía uma beleza peculiar, talvez essa beleza fosse gentileza, não era como seu irmão Apolo que fazia mulheres se perderem só de olharem, ou como Narciso que se perdeu ao se apaixonar por si mesmo, ele era um simples humano de beleza um pouco acima do comum, que parecia maior com a pureza que ele possuía. O coração da Deusa falhou um segundo a observar Adriano, que ainda apoiado em uma árvore ele se virou para ela.

- Um dia eu me apaixonei por uma linda mulher, mas não sou uma das pessoas mais nobres ou filho de algum rei para poder me casar com ela, apenas a amei, sem tocá-la se quer uma vez, mas seu esposo enciumado pelos meus olhares apaixonados duelou comigo, me deixando cego e machucado, as perdidas dentro dessa floresta, tudo porque amei com os meus olhos uma mulher que agora nem mais posso admirar de longe. – a voz dele era cheia de sinceridade e tristeza de um amor não correspondido, um amor que quase o matou.

- Admirável, e o que você era antes de ser cego? - ela o encarava, ele era um humano diferente, admirável ao ver dela,

Ele apenas abriu os olhos cegos que haviam se tornado azuis por causa do incidente, que encaravam a escuridão na direção da voz da jovem, e dando um leve sorriso gentil para ela, a fez corar.

- Um artesão - ele então sorriu para a Deusa dotado de uma certa inspiração repentina - e para te agradecer eu poderia fazer algo para você, um busto, um vaso, o que quiser que minhas mãos ainda possam tentar fazer com argila ou mármore.

- Eu quero um busto meu - ela disse vendo o estender a mão em direção ao rosto dela, mas ela deu um passo para trás - mas apenas se o fizer ouvindo minha voz. – ela por mais que achasse aquele humano diferente, ela não o deixaria a tocar.

- Não sei se vai gostar do resultado, mas farei então se isso agradá-la – ele parou a olhando – sei que é pedir muito, mas tem como me levar a alguma cidade? Lá eu posso procurar algum artesão que me de a chance de trabalhar novamente e com isso eu possa fazer seu busto com um fino mármore.

- Não é necessário ir tão longe - a Deusa era fria em suas respostas, ela não queria demonstrar simpatia ou pena a ele, por mais puro que ela o achasse, chamando uma das ninfas, a Deusa pediu que essa pegasse a argila do lago para a Deusa, assim feito a mesma entregou ao rapaz - Aqui, podes fazê-lo de argila que eu já ficarei satisfeita.

O artesão cego sorriu a Deusa sem mesmo saber quem ela era e disse calmo:

- Me conte sobre você Diana- ele disse mexendo na argila para que ela ficasse na textura certa para o trabalho, Diana notou que as mãos dele eram grandes e habilidosas, ele tinha os olhos fechados novamente e estava sentado ao chão na frente dela.

- Sempre gostei de caçar e de desafios - ela disse levemente se vangloriando de seus feitos, se soltando lentamente - uma das melhores coisas que existe é atirar com arco a flecha certeira na presa - ela começava a se animar, estava empolgada como se estivesse falando com seu irmão - e depois de um dia exaustivo banhar-me em um rio ou ficar em algum campo aproveitando a doce brisa em meus cabelos- ela sorria em quanto falava perdida em pensamentos e ele começava a mover os dedos habilidosos na argila, iniciando a forma - eu tenho um irmão incrível também, ele é um exímio arqueiro como eu, porém muitas vezes chega a ser ciumento, mas nunca consigo ficar brava com ele por muito tempo – ela também havia voltado a se sentar no chão, e continuou a falar de seus feitos, de seus amigos, de seu irmão, sem citar nomes, mas animada e empolgada, pela primeira vez ela não parecia hostil com o jovem artesão.

----oOo----


- Acabei Diana. - ele disse virando o busto para ela, não se podia dizer que eram iguais, mas poucos artistas a haviam feito tão bela e sorrindo docilmente como naquele busto - Eu fiz você, me lembrando da Deusa da caça que tens seu mesmo nome, ela deve lhe proteger bastante, pois você é uma pessoa incrível, eu não sei se és assim, mas me perdoe se eu errei ou fiz algo errad... – ele foi interrompido por ela antes de acabar de falar.

- Está igual - ela disse perplexa enquanto olhava o rapaz, claro que a imagem não estava perfeita, era apenas a argila simples, mas até os cabelos do busto de argila lembravam os fios lisos e negros de Diana - você tem um talento incrível Adriano.

- Poderia me permitir tocar seu rosto? Para eu saber como você és? - ele disse sorrindo feliz em ter agradado a jovem.

Com as ninfas longe, Diana receou, mas o humano havia provado-se alguém de valor e talento, então ela segurou uma das mãos dele, sentindo um espasmo percorrer-lhe o corpo, coisa que nunca havia acontecido antes nem mesmo com seu grande amigo Hipólito, respirou fundo e ergueu a mão do rapaz até o próprio rosto e a soltou deixando que ele a tocasse na face como quizesse.

A pele dela era aveludada, as maçãs do rosto eram meio acentuadas e macias, o rosto tinha um lindo formato meio afina lado no final do queixo, com um maxilar desenhado, as orelhas eram pequenas como o nariz, delicados e proporcionai. Com os toques dele ela suspirou e ele apenas continuou a sentir o rosto dela.

Já os lábios da Deusa eram macios e levemente molhados, meio carnudos, e desenhados naquele rosto, ele acariciou por ultimo os longos fios sedosos da deusa, tirando a mão de perto dela, ele soltou um longo suspiro, como se tivesse absorvido todas as informações sobre o rosto dela, ela era tão perfeita, ele queria poder ver.

- Você é bela de mais, me perdoe se minhas mãos não conseguiram lhe reproduzir perfeitamente no busto - ele disse sincero.

- Agradeço a você jovem Adriano, para você voltar a cidade eu lhe darei um cão, o meu mais fiel para lhe guiar e lhe proteger - ela se aproximou dele e lhe deu um beijo, um tímido beijo daqueles lábios até então virgens no rapaz que estremeceu ao contato – e acredite que ele será capaz, pois tem você minha benção como a Deusa da Lua e da Noite. – ela se levantou, tocando uma vez no rosto do rapaz – E então irei sempre olhar por você, sempre que eu quiser lhe ver ele te levará a mim, por favor não me esqueça, pois você foi o único capaz de me ver sem me conhecer – ela se afastou e saiu correndo em lágrimas para junto de suas companheiras ninfas que não estavam muito longe dali, ela carregava o busto entre os braços, com cuidado.

Logo aos pés do artesão o mesmo sentiu leves lambidas, era um cão de porte grande, ele ainda perdido em pensamentos e ainda sentado passou a mão sobre o cão e sentiu uma coleira de couro e uma guia do mesmo material, pegando a guia ele se levantou deixando lágrimas caírem dos olhos cegos no chão. Ele chorava agora porque havia se apaixonado por uma Deusa e ela por ele.

- Me guie para a cidade meu companheiro. - ele disse gentilmente ao cão e os dois foram embora da floresta até um pequeno vilarejo.

No vilarejo o rapaz se tornou ajudante de um artesão sempre guiado e protegido pelo seu fiel cão esperando dia após dia o chamado de sua nova amada, a deusa Diana.

----oOo----


É apenas um conto que eu escrevi em um dia de puro tédio XD, editei e resolvi postar aqui ^^, obrigado pela leitura! XD E ela já está concluída!
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