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Os Protetores

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hamiko

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MensagemAssunto: Os Protetores   Seg Out 25, 2010 9:35 pm

Conta a história dos encarregados de cuidar para que o fim da Terra não seja precipitado, possuindo para isso habilidades de ultrapassar as fonteiras sobrenaturais.

Entretanto, esses Protetores também são seres humanos com seus próprios dilemas

-O-

A original tem um blog e está no início

os protetores fic (original)

Mas decidi postá-la aqui também.

Espero que gostem




Última edição por hamiko em Qua Out 27, 2010 1:18 am, editado 1 vez(es)
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hamiko

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MensagemAssunto: Re: Os Protetores   Seg Out 25, 2010 9:54 pm

INTRODUÇÃO



Naquela tarde abafada, era no topo do prédio San Diego que estava a figura cujo rosto escondia-se dentro do capuz da própria capa. Uma mulher gravemente ferida. A intimidadora foice que segurava agora lhe servia meramente de apoio.

_ Ceifadora! _ Um jovem voou até ela e conseguiu aparar sua queda quando a mulher perdeu as forças. _ Livre-se dessa arma! Vai me machucar!

O rapaz tirou a foice da mão da figura encapuzada e jogou-a num canto qualquer. Seu nome era Pietro Kamena, ou "o Mago", como o chamavam. Os cabelos castanhos cortados ao acaso agora colavam-se em seu rosto pelo suor, os olhos verdes se perdiam em meio aos ferimentos recentes, e o costumeiro sorriso que fora desenhado pelo próprio DNA do rapaz desaparecera há tempos.

De repente dois feixes de luzes se colidiram violentamente no céu amarelo. Eram dois seres lutando com golpes de combate mesclado às magias elementais. Um deles parecia um homem esguio, com áurea ameaçadora e pernas compridas demais, rosto ossudo demais e cabelos escorridos e finos, num tom que escapava do cinza. Sua oponente era uma mulher delicada, que movia-se com a mesma leveza de uma espada samurai. Seus cabelos loiros e ondulados agora estavam acima dos ombros depois terem sido brutalmente cortados com lâmina de guerra.

O homem atendia pelo título de Júpiter. A mulher, "a Patrona".

Enquanto a rotina da cidade permanecia a mesma, Pietro acompanhava receoso o combate entre aqueles dois. Sentia a mandíbula tremer e a respiração ficar mais acelerada enquanto trazia a Ceifadora para perto de si. Sabia que se a Patrona perdesse o combate, os três diriam adeus àquele mundo.

Foi então que a última colisão entre os oponentes fez com que cada um fosse repelido pra um lado. A Patrona e Júpiter ficaram frente a frente, e apesar de cansados estavam determinados.

Foi quando ela murmurou:

_ Absorção.

Júpiter abriu os braços e formou uma gigantesca esfera de energia, tão aterrorizante que Pietro não teve outra reação senão fechar os próprios olhos.


"CANHÃO DE PLASMA"



O tiro iluminou o céu e varreu o prédio ocasionando uma ventania que lançou Pietro e a Ceifadora dali. A pele da Patrona foi retalhada vorazmente e por mais que a Patrona tentasse resistir, o golpe acabou atirando-a para longe dali, fazendo-a atravessar a janela de um dos apartamentos a uma velocidade suficiente para estraçalhar o vidro e arrastar o corpo ensanguentado pelo chão.

"AAAAAH!" Um grito estridente ecoou do apartamento.

Mas antes que pudesse cantar vitória, o corpo de Júpiter começou a sofrer a mesma dilaceração que o da rival, e na mesma velocidade. Um urro de dor encheu os céus e em segundos seu corpo foi espremido até sumir num passe de mágica.

Em seguida veio a calmaria.

O barulho monótono do show de buzinas chegavam ao topo do San Diego, mas era algo tão comum que nem parecia que o som ultrapassava o limite de decibeis que o ouvido humano poderia suportar. Jogado em algum lugar do terraço estava Pietro desacordado, gravemente ferido e com o corpo da Ceifadora em cima do seu.

Um silêncio transmitia a falsa sensação de bonança.

Enquanto isso, os moradores do apartamento 104 permaneciam horrorizados com o corpo que repentinamente havia atravessado a janela e manchado o piso de sangue. A mulher que antes lutava agora estava jogada no chão em um ângulo estranho, parecendo uma boneca de trapo.

Prédio San Diego, apartamento 104. Era lá que moravam Kimi e Jim, ou, "os gêmeos Bound".


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hamiko

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MensagemAssunto: Re: Os Protetores   Qui Out 28, 2010 1:52 am

Capítulo 1 - San Diego



Prédio San Diego, apartamento 104. Era lá que moravam Kimi e Jim, ou, "os gêmeos Bauen", "aquele casal de gringos", "os irmãos do 104", "os siameses do décimo andar", "os dois loiros ali" e por aí vai. O sobrenome alemão fora herança do pai, e esse detalhe unido aos olhos azuis, cílios marrons e cabelos loiros não colaborava para que alguém acreditasse que eles nasceram no Brasil. Ambos tinham vinte anos de idade, moravam sozinhos no apartamento 104 e faziam faculdade. Jim, psicologia. Kimi, medicina.

Kimi, um modelo de mulher. Ao menos um modelo físico. Não tinha as melhores notas do curso, nem a maior coleção de telefones de rapazes, muito menos o maior número de gols do time feminino de handebol.

Jim, um rapaz valioso. Pelo menos era o que sua avó dizia. A verdade era que não passava de um discente comum, sem grandes destaques.

"Comum." Foi isso que ele pensou quando viu um distinto REGULAR estampado com tinta vermelha, bem no topo de sua prova de Psicologia da Aprendizagem.

_ Essa é uma das melhores universidades do Estado, então cabe a vocês fundamentarem suas respostas. _ O professor Policarpo, um velho rechonchudo, meio calvo e dono de uma papada flácida, falava consciente da severidade de suas correções.

Jim olhou deprimido para o seu teste.

_ Mesmo estudando o dia inteiro isso não entra na minha cabeça. - resmungou baixinho. Em seguida olhou mal-humorado para os lados. _ Será que só eu tirei R nessa turma? _ Inquiriu procurando os olhos de Túlio Olivas à sua direita.

_ Esqueça isso. Não há porque se deprimir com um mísero R.

_ Esse já é meu quinto R.

_ É? _ Túlio fingiu surpresa e revirou os olhos, fazendo-os percorrer todo o teto. _ Isso é ruim, mas olha o lado bom. O período de provas acabou e você passou. Com a nota mínima, mas passou.

_ Bom consolo.

_ Eu tento.

Túlio mirou a solitária letra "B" estampada com tinta azul no topo da sua prova. Era engraçado como o professor Policarpo se empenhava para que o "REGULAR" fosse colocado da forma mais humilhante possível, enquanto o "Bom" era reduzido a uma mísera letra "B", sem muito destaque. A nota máxima ninguém da classe sabia como ele escrevia. Nunca tinham visto tal conceito numa prova.

_ Vamos comemorar com a turma? _ Túlio indagou, voltando sua atenção para Jim.

Jim soluçou. Na verdade ele riu, mas pareceu um soluço:

_ Pensei que detestasse as festas do curso.

_ Quem disse que estou falando do curso? To falando de nós dois, sua bela irmã, a Agnes e o Nick. Vamos sair hoje à noite. Quer ir também? Vamos pro Pulo do Gato, como sempre.

_ Nick concordou? Mesmo sabendo que vai viajar cedo amanhã?

_ Falei ontem com ele... Está feliz, sabe? Age como se fosse o último copo d'água do deserto do Saara. Bem, eu também agiria do mesmo jeito se ganhasse uma bolsa de pesquisas como aquela.


Túlio terminou sua frase passando as mãos pelos cabelos negros. Era um rapaz constantemente cansado, com movimentos lentos e eternos, os quais, de alguma forma, ficavam bem nele. Talvez porque sua aparência era o de alguém com vigor e saúde. Tinha braços longos, proporcionais ao corpo, nariz reto, olhos ambarinos e penetrantes, e cabelos estaqueados, cortados de uma forma que dava para amarrar uma parte deles com elástico.

_ Pulo do Gato, não? _ Jim inquiriu num tom de quem aguarda a confirmação. _ A idéia foi da Agnes?

_ Claro. Cara, eu não sei como aquela garota consegue levar essa vida acadêmica tão... Tão solta, sabe? Parece que isso é só um passatempo pra ela.

A risada de Jim saiu mais descontraída:

_ Tenho inveja dela.

_ Somos dois. Ah, e não se esqueça de convidar a Kimi. Diga que precisamos de uma gata como ela pro garçom nos atender mais rápido.

_ Respeite a minha irmã, seu bastardo. _ Jim encerrou em meio às próprias risadas.

_ Pensem sobre isso durante as férias. _ O velho professor finalizou e se dirigiu à mesa para arrumar suas coisas. _ Estão dispensados.

O barulho de cadeiras arrastadas e livros guardados aumentaram, da mesma forma que o fluxo de alunos pela porta.


-o-

Naquela tarde estava chovendo... Não era comum chover no mês de julho, ainda mais a tarde. O vento espalhava o cheiro de grama molhada recepcionando a sexta-feira. A vontade que passava pela cabeça de Jim era a de jogar-se no sofá e passar o resto do dia vendo televisão.

O prédio San Diego ficava na Batista Campos, perto da praça da cidade, e nem de longe poderia ser chamado de "chique". Por dentro, os apartamentos eram pequenos e barulhentos; por fora, a pintura cor de pêssego estava descascando e o jardim precisava de um trato.

_ Estava bem pior antes da jardineira vir pra cá _ Sr. Armênio, o porteiro do prédio, cuja única característica marcante era o bigode que mais parecia uma vassoura com cerdas cor de rato, comentava.

_ Ela já foi almoçar?

_ Foi comprar o almoço pra nós dois. Seria uma companhia legal, mas não dá pra conversar com ela direito. Ela tem sotaque. Mulheres com sotaque não fazem meu tipo.

Jim se absteve de fazer qualquer comentário, pois naquela ocasião qualquer frase seria maldosa. E o motivo foi visível no momento em que a tal jardineira voltou com as quentinhas. Era uma mulher delicada como uma boneca de louça, tinha olhos de um dia nublado e cabelos loiros e ondulados, presos num volumoso coque amparado por um broche de plástico. Mesmo com um macacão frouxo, tênis velho e mãos sujas de terra, era muito bonita.

Bonita demais para o Sr. Armênio e seu bigode de vassoura.

_ Boa tarde, Jim. _ Ela cumprimentou calmamente, tirando uma das quentinhas da sacola _ Armênio, essa é a sua.

_ Boa tarde. _ O cumprimento veio do jovem Bauen.

_ Eu vou almoçar no jardim. Espero que não se importe.

_ No jardim? _ O sr. Armênio espremeu os lábios _ Debaixo desse sol?

_ Quero apreciar um pouco o sol. Com licença.

Ela pegou sua quentinha e foi embora, deixando Jim contemplando o vazio.

_ Mulher estranha _ Falou o sr. Armênio pegando os talheres de plástico para se servir.

_ Bem, eu vou nessa. Bom almoço.

_ Pra você também, garoto.

-o-


Apesar de estudarem na mesma Universidade, os horários dos dois nem sempre se coincidiam. Então o acordo era o seguinte: Quem chegasse primeiro esquentaria a comida. E para a infelicidade de Kimi, ela tinha chegado primeiro e apostaria todos os gols de handebol que Jim não chegou mais cedo porque ficou passando o tempo com os amigos.

_ Você tava na aula até agora? - Kimi lhe lançou um olhar desconfiado.

_ Não, fiquei enrolando. O almoço já ta pronto? _ O rapaz perguntou após a ironia.

_ Cheguei um pouco antes de você. Estou esquentando agora.

A moça amarrou os cabelos longos e loiros num rabo de cavalo e se dirigiu à cozinha. O detalhe mais interessante em Kimi não era a mistura da herança alemã com a brasileira, tampouco os olhos grandes e azuis feito pedras preciosas, mas sim, a falta de um corte inovador. Seu cabelo era liso e sedoso, mas era reto e constantemente aparecia preso num vistoso rabo de cabalo.

Já Jim preferia deixar seu cabelo sem corte algum. Ou então mal cortado.

E mal penteado.

_ Agnes marcou um encontro com a turma, Kim. Vamos?

Ela ergueu as sobrancelhas e, então, riu. E tinha o mesmo riso soluçado do irmão:

- Não, não. Essse é o mei primeiro dia de férias. Não quero gastá-lo ouvindo as piadas do Túlio depois de bêbado.

_ É só sair antes da primeira grade.

_ Como se você fizesse isso. E sempre me convence a ficar depois.

_ Ah, vamos. Vamos nos despedir do Nick.

_ Ele só vai ficar fora por duas semanas. _ Kim revirou os olhos e colocou as mãos na cintura. Pelo modo como Jim falava, parecia que Nick viajaria para sempre. E talvez nem o próprio Nick fizesse tanta questão de se despedir. _ Oh, não, a sopa!

A moça rapidamente apagou o fogo e tirou a tampa para ver se tinha feito um estrago.

Tudo aconteceu num mísero intervalo de tempo. Kimi havia voltado sua atenção para a sopa quando uma avassaladora ventania só faltou derrubar o prédio, fazendo os gêmeos perderem o equilíbrio. Em seguida, um corpo aparentemente sem vida foi atirado na janela do apartamento como uma bala, estraçalhando o vidro e colindindo com a mesa.

_AAAH! _ O Grito de Kimi saiu estridente enquanto ela recuava em pânico.

O corpo havia manchado o piso de sangue e agora estava jogado no chão em um ângulo estranho, parecendo uma boneca de trapo.

Kimi permaneceu estática. Sua mente processava tantas perguntas que sofreu o mesmo efeito de um disco de cores após ser submetido à alta velocidade: Um branco total.

Já Jim ficara tão chocado que só depois foi reparar que o corpo era o de alguém familiar. Os cabelos loiros e ondulados, cortados com faca ou algo do tipo. Em algum momento já foram longos e estavam presos num coque.

Ao perceber isso o pânico do rapaz aumentou:

_ Ah, meu Deus! É a jardineira!

Kimi voltou a si:

_ Que!?

_ É ela, Kim! _ O jovem se ajoelhou perto do corpo tirou-lhe os cabelos da face _ Ela estava vestindo isso quando a vi agora pouco!

A moça se juntou ao irmão e verificou o pulso da jardineira.

_ Está viva.

_ Está?! Então temos que chamar ajuda!

_ Santa ignorância! Olhe pela janela e veja se consegue ver o canhão que a atirou pra cá.

Jim ficou ainda mais perplexo. Enquanto sua gêmea ainda examinava o corpo, o rapaz corria até a janela para ver o que poderia ter disparado aquela mulher no apartamento deles. Nada suspeito foi encontrado. O movimento urbano se restringia ao trânsito de carros e pessoas.

_ Estamos no décimo andar... _ Jim murmurava atônito _ Como isso aconteceu?

_ Não dá pra explicar isso a um médico. Vamos levá-la para o meu quarto. Espero que ninguém tenha ouvido meu grito.

_ Se perguntarem eu responderei que viu uma barata.

Kimi guardou a indignação para si. Por sorte, a moça manipulava algumas técnicas usadas por paramédicos. Improvisou um cordão de segurança para pôr no pescoço da mulher, verificou a possibilidade de ter alguns ossos deslocados e só depois decidiu usar a porta quebrada de seu guarda-roupa para usar como maca e guiá-la até seu quarto.

_ Até aqui tudo bem. _ Ela informou assim que colocaram a mulher em sua cama.

_ Estranho. Tem certeza que ela não quebrou nada?

_ Certeza eu não tenho, mas meu maior medo é que haja alguma hemorragia inerna. Bom, vou limpar esses ferimentos primeiro. Agora saia.

_ Sair? Por que? Acha que eu não agüento ver sangue?

_ Acho, mas também porque eu vou tirar a roupa dela e não é só porque está inconsciente que você pode vê-la nua.

O rosto do rapaz ganhou um tom escarlate. Aborrecido, deu meia volta e saiu, dirigindo-se imediatamente ao único sofá da sala.

Dentro do quarto, Kimi tratava de limpar os ferimentos e ver o que podia fazer pela mulher, rezando todas as ave-marias possíveis para que ela não morresse sem antes chamarem um médico. Aliais, o que diria ao médico? Era algo que precisava pensar.

E, ao despir a moça, a jovem Bauen achou um colar preso ao pescoço dela. Um objeto que lhe chamou momentaneamente a atenção. Apesar de ser simples, o colar tinha um pingente realmente atraente. Tratava-se de uma esfera violeta com um brilho muito peculiar.

Uma beleza que Kimi só presenciava na íris humana.


-o-

O sino dos ventos com desenho de borboletas tocava fracamente na janela da sala. Agnes dera para os gêmeos de aniversário. "Um presente simples para os dois porque ando sem grana" ela tinha dito. Jim nunca pensou que sentaria no sofá e apreciaria aquele sino dos ventos por tanto tempo. Ainda tentava digerir o que acontecera e, também, pensava no que faria com a moça desacordada.

Tudo era tão extraordinário que ninguém acreditaria.

_ Respostas... Respostas... _ Jim murmurou para si mesmo.

Reza o ditado popular que apenas um louco é capaz de entender outro e, felizmente, a internet estava cheia de acontecimentos incríveis. Por isso tratou de se levantar e ir até o computador.

E ficou minutos na internet. Ou horas! Ou havia uma explicação científica para tudo aquilo, ou os acontecimentos sobrenaturais dignos de roteiros cinematográficos se manifestavam na vida ds gêmeos Bauen.

Horas depois ouviu o ranger da porta se abrindo, e logo viu Kimi puxando uma cadeira e sentando-se ao seu lado.

_ Quer ouvir uma coisa mais estranha ainda? _ Ela indagou com voz arrastada.

_ Nada mais me surpreende.

_ Ela não tem nenhuma lesão. É como se nada tivesse acontecido.

Antes que Jim pudesse formular qualquer pergunta, Kimi se adiantou:

_ Liguei pra doutora Érika. Ela virá amanhã a tarde. Vamos ter que rachar a consulta.

_ Como se a grana já não estivesse curta o suficiente.

_ O que está fazendo?

_ A internet tem as respostas, não? O pior é que não consigo ver explicação científica pra isso porque eu posso jurar que ela foi atirada em linha reta em nossa janela. E olha que estamos no décimo andar... Hm... Posso ver se tem algo no "Estranhos e Inexplicáveis".

_ Aaaah, não! Não acredito que acredita naquelas baboseiras.

_ Kimi, tem uma mulher no seu quarto que acabou de ser disparada contra a janela da nossa cozinha de uma forma inexplicável! Se disser isso pra alguém acharão que você é louca.

_ Mas não é nesse site sensacionalista que você vai resolver isso.

O rapaz ignorou o comentário da irmã e acessou o site.


ESTRANHOS E INEXPLICÁVEIS

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Kimi bufou e se inclinou para perto da tela.


"Tópico: Você já viu um alienígena?"

_ Sem comentários. _ A moça olhou para cima descrente _ Está perdendo seu tempo.

_ Teve gente que respondeu.

_ Não que tenham sido boas respostas. Olhe só a terceira.

"Sim, eles realmente são verdes e pequenos. Já fui abduzido várias vezes por eles. Fico meio tonto, eles me fazem algumas perguntas, mas depois eles me trazem de volta pra Terra".

_ Era melhor que não tivessem respondido. – Ela sibilou.

Jim fechou a cara.

_ E se essa mulher for uma alienígena com alta capacidade de cicatrização? Isso justificaria ela estar bem.

_ Se ela for uma alienígena tenho certeza que a Dra. Érika vai notar que a estrutura dela não era humana.

_ Ótimo. Então vou esperar a doutora examiná-la.

_ Jim, esqueça, ta? Tem muito adolescente que posta essas coisas querendo aparecer. E muito drogado também.

_ Quando a Dra. Érika, que é formada em medicina, der o diagnóstico eu tirarei minhas conclusões. _ Jim estendeu a mão para pegar o telefone ao lado do computador _ Vou ligar pra Agnes e avisar que eu não vou pro Pulo do Gato.

Kimi cruzou os braços e mostrou a língua como uma criança de seis anos.


-o-


A noite desceu juntamente com a chuva torrencial. A água rabiscava grosseiramente o vidro das janelas dando poesia ao vazio do clima. Kimi olhou para uma das janelas, concentrada demais nos pingos d'água, assistindo ao espetáculo num misto de vazio e mistério. A sensação que brotava em seu peito era a mesma proporcionada por um livro de suspense com mais de duzentas páginas.

_ Pensando bem, foi bom você não ter saído. Ta uma tempestade lá fora.

_ Que estranho... _ Jim pensou alto, concentrado na TV.

_ Defina estranho.

_ Não teve nenhuma reportagem ligada à nossa hóspede. Nenhuma notícia de desaparecimento ou coisa parecida... Nem o sr. Armênio perguntou sobre ela. Nenhum comentário, nada.

_ To começando a acreditar no sobrenatural.

_ Qualquer explicação é bem vinda.

"... Não há notícias sobre a causa do incêndio que destruiu a comunidade, mas acredita-se que tenha sido algum problema na rede elétrica do bairro..." Jim se viu obrigado a tirar os pés do sofá e sentar-se de maneira decente quando Kimi se aproximou, já com o cenho franzido, deixando implícito que queria sentar. Em seguida ambos miraram à televisão.

_ Parece aqueles filmes sobrenaturais... Só que é bem mais assustador.

A lâmpada começou a piscar, chamando a atenção dos gêmeos, e logo tudo escureceu.

_ Ótimo. Agora faltou energia. _ A voz de Kimi saiu desgostosa.

_ Eu vou dar uma olhada na hóspede.

_ Ok.

Jim foi até a cozinha e abriu um dos armários para pegar velas e uma lata de ervilhas lacrada. Acendeu uma e deixou a cera cair sobre a lata para depois prender a vela ali. Em seguida se dirigiu ao quarto da irmã para ver a tal moça.

Não que ela fosse sair dali.

O rapaz abriu a porta, pôs a vela no criado-mudo e sentou-se à beira da cama.

Agora que o susto tinha passado, e que a moça mais parecia dormir tranquilamente do que estar inconsciente, Jim pôde apreciá-la. Tinha uma pele alva, sem marcas, um rosto fino e delicado, cílios claros, e sobrancelhas bem claras e bem finas.

_ Você vai ficar bem. Amanhã a Dra. Érika lhe fará uma visita. _ Ele declarou inclinando-se na direção dela.

Então algo lhe chamou a atenção.

A escuridão impossibilitava a clareza das informações, mas Jim tinha certeza de que o travesseiro da paciente estava manchado. O coração do rapaz começou a acelerar a batida enquanto um ardor brotava de seus olhos. Receoso, colocou a mão na nuca da mulher e, para o seu suplício, sentiu um líquido quente manchar seus dedos. Era sangue.

_ Hei, Kimi! Venha ver isso!

Jim se pôs de pé e pegou a vela para ir até a irmã, mas repentinamente um golpe violento acertou-lhe as costas com tal brutalidade que o fez cair no chão desacordado e a chama da vela alcançar o tapete.

_ Jim? _ A moça se levantou _ Jim, você me chamou?

Um nó inexplicável se formou na garganta de Kimi quase a sufoca. Imbuída de pensamentos aflitos relativos ao gêmeo, a moça andou apressadamente até seu quarto.

_ Jim, ta tudo... AH!!

Jim estava no chão e o tapete pegando fogo. De repente um golpe fez Kimi perder os sentidos



Continua

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MensagemAssunto: li seu texto    Ter Nov 02, 2010 7:53 pm

li seu texto aqui sammy , axei bem bacana , dei uma olhada no blog tambem , eu comecei , no fim de semana a escrever meu proprio texto tambem, tenho procurado onde publicalo para coletar opnioes para melhorar a qualidade dele, mas de fato e meio dificil, eu sou webdesigner e pensei, igual a voce, em fazer meu proprio blog e tudo mais, mas pensado melhor no assunto axo que talvez seja melhor para todos nos, escritores amadores, nos unir em um forum especifico, mas que foque realmente a construcao de textos originais, com um design diferenciado e tambem que permita um a leitura mais agradavel, com letras maiores e etc . entao gostaria aqui de te fazer dois convites :
1) se puder dar uma lida no meu texto tambem seria otimo , e criticar tambem rs
2)saber o que voce axa da ideia ? no caso eu mesmo faria o design , os interessados discutiriam sobre as funcionalidades, eu tenho como hospeda-lo tambem, pois trabalho no meio

segue o link do meu texto aqui no forum , mas é bastante ruim de ler pq é extenso e a letra fica muito miuda rs, eu posso te mandar um doc por email pra voce ler depois quem sabe

http://thewriters.forumeiros.com/historias-originais-f13/primeiro-capitulo-do-meu-livro-t229.htm#2509
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Os Protetores

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