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Descobrindo o Amor

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Autor Mensagem
Adrian

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MensagemAssunto: Descobrindo o Amor   Sex Maio 29, 2009 9:19 pm

Descobrindo o Amor


Gênero: Romance

Classificação: 12+

Citação :
Sinopse: No final do ano letivo, de um internato, o evento mais esperado é o baile de formatura da ultima turma. Indiferentes para com o evento, por não terem com quem ir,dois jovens jovens se encontrarão pressionados a entrarem num misterioso e arriscado jogo onde um par para o baile não será a única coisa a se encontrar.

Trarei o primeiro o capitulo assim que o computador parar de frescura.
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Adrian

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MensagemAssunto: Re: Descobrindo o Amor   Sex Maio 29, 2009 11:30 pm

Capitulo 1
Uma Romântica História
Sem Romance


O prédio bem cuidado estava tomado pela calmaria da noite. De certo ninguém realmente ficava a andar pelos corredores de forma aberta. Todos sabiam que muitos andavam de forma furtiva, torcendo para não encontrar um dos coordenadores do colégio.

Um internato realmente não era um local favorito para jovens ou mesmo local de pura diversão. Nenhum jovem sonha em viver assim, mas quando acabam dentro de uma escola desse formato começam a conhecer um mundo completamente novo e desconhecido. Das diversas histórias que existem de internatos, talvez a mais importante seja as que são criadas através do sentimento de aventura e romance.

A noite estava fria, mas um pequeno grupo de garotos parecia agitado em seu dormitório. Exatamente pela historia de romance, mas que começou sem existir. Eram cinco jovens que pareciam discutir sobre o santo graau, um romance que não existia.

- Fala sério? Ainda não tem ninguém para o baile? De Romeu só o nome, hein! -

- Qual o espanto? Nem eu e nem você! Só que diferente de você, eu não estou preocupado com isto. -

Os garotos começaram a tacar os travesseiros contra Romeu. Um jovem de cabelos loiros de pouco mais de 13 anos. De uma altura interessante para sua idade, e com uma olhar amigável. Olhos castanhos claros, não muito expressivos normalmente, mas que talvez se tivesse à oportunidade de praticar pudesse seduzir alguém, mas a timidez ajudava e se apoiava na falta de oportunidades do jovem.

Morando em um internato, o colégio apesar de misto, era repartido ferrenhamente em ala masculina e ala feminina. Eles tinham pouco contato com pessoas diferentes das de seus dormitórios, e pessoas do sexo oposto só viam mesmo algumas professoras. Às vezes podiam espiar uma ou outra menina pela janela, no momento em que elas estavam em seu momento livre, mas com os horários rígidos do colégio raramente acontecia. Logo, para Romeu, ser tímido era algo natural, e pouco saber sobre garotas era ainda mais natural.

O final do ano havia chegado e o que mais importava a todos no colégio que estavam no ultimo ano era o baile, que só seria freqüentando por estes alunos do ultimo ano, sem esquecer de seus convidados e alguns funcionários.

- Já te falei Romeu. Se quiser, eu faço contato com o Perfume de Cleópatra. Eles conseguem o par para você, mas se preferir pagar mico em ir sozinho... - Donavan dizia isso recolhendo seu travesseiro que Romeu havia atirado no chão.

Cada qual rindo, talvez mais pela cena de Romeu tentando se proteger dos travesseiros voadores, do que pela própria situação sobre o par para o Baile.

Os meninos apagaram as luzes que ainda estavam acessas e aparentemente apagaram em sono logo em seguida, deixando Romeu sentado na cama perdido em pensamentos.

Romeu balançou a cabeça, um pouco indignado, ele já não sabia se consigo ou se com seus companheiros. Nos últimos dias, mais precisamente no ultimo mês, eles só possuíam um assunto, “garotas”. Romeu algumas vezes sentia-se indiferente perante seus amigos nesse tipo de assunto. Achava bela e formosas varias das mulheres e garotas que viam em fotos que conseguiam, até mesmo achava lindas algumas das garotas da ala feminina do internato, que às vezes ao perceberem eles espiando-as pela janela, acenavam sorrindo, mas nunca se interessou por ninguém. Romeu simplesmente não estava interessado em correr atrás de garotas.

Deitou-se na cama, acertando-se para que se o sono viesse o visitar e ele pudesse adormecer sem hesitar.

“ Diego é Moreno de cabelo crespo. Meu amigo mais saído em tudo. Se for para ter coragem para fazer algo impossível, ele é o cara. Ele é bem carismático e sabe usar as palavras. Deve ser por isso que conseguiu um par para o baile aonde jamais se imaginava, na ala feminina. Deus sabe como ele conseguira ir até a ala feminina, conhecer uma garota, convidá-la e ainda ter êxito sem levantar suspeitas.” Romeu olhou a cama de seu companheiro onde ele dormia. O amigo que não falava o que iria fazer ou se gabava, ia e fazia.

Inveja não seria o que Romeu sentia de Diego. Admiração era palavra exata. Como alguém podia conseguir agir de maneira tão confiante ante ao perigo. Realmente Diego era corajoso e confiante. Um rapaz que fosse encontrado na ala feminina, não teria nem tempo de respirar, seria expulso antes que pudesse piscar os olhos. Mas, Diego era destemido e determinado. Talvez por isso todos os quatro daquele dormitório o respeitavam. E talvez por isso Romeu o admirasse, não só pela coragem e confiança, mas por todos os outros o respeitarem e confiarem nele.

Os pensamentos de Romeu iam se misturando ao sono. Ele imaginava como ele poderia fazer como Diego, ir à ala feminina e conquistar uma garota para ir ao baile com ele. Mas, sua mente sempre mostrava o fracasso tendo no mínimo uma gritaria na ala feminina. Mas, quando seus olhos iam fechando em meio ao sono arregalou os olhos.

Assustado, Romeu levantou e catou uma meia do chão, e vagarosamente foi se aproximando de uma das camas. Pé ante pé. Tentava ser ligeiro, mas precisava ter suavidade para não acordar ao companheiro que dormia na cama da qual se aproximava.

- Quase esqueci que hoje é minha vez de impedir o... -

Romeu se atrasara por alguns segundos, um ronco forte começara, mas ele o interrompera com a meia. Enfiando a bola de meia na boca de seu companheiro habilmente, antes que o barulho se prolongasse. Olhou assustado em volta pensando que os outros já estariam a acordar para reclamar do barulho, mas parecia que o ronco de Miguel não conseguira incomodar os demais.

“Miguel é um cara realmente desajustado. Ronca que nem um porco, come feito um, mas continua magro. Ele é um carinha bem bacana. O estilo roceiro dele não deixa muitas dúvidas de que está a maior parte do tempo tentando aparecer e provar algo as pessoas. Ele vai com a prima para o baile. Sorte dele a família manter aparências, mas ele falou tanto na tal prima que eu acredito seriamente de que ela até se pareça com ele.” Romeu que voltara para a cama imaginou uma garota parecida com Miguel, mas foi obrigado a parar pois a vontade de gargalhar estava além da conta.

Miguel. Depois de Diego, talvez o mais corajoso fosse realmente Miguel. Mas, diferente de Diego que fazia as coisas com algum propósito e apenas mostrava os louros da vitória, aquele jovem roceiro fazia as coisas com grande estardalhaço. Cada mico que ele pagava de propósito desafiando alguém a fazer o mesmo era algo que rancava risadas e lhe dava uma fama interessante no colégio, Rei sem majestade. As pessoas reconheciam-no como um cara que fazia o que era necessário. Apenas não fazia nada que pudesse lhe expulsar da escola. Era o ponto fraco do rei sem majestade, de todas as suas loucuras, nunca fazia nada que pudesse significar ter seus fundilhos chutados duas vezes, uma pelo diretor e outra por sua mãe. Imaginar-se sendo Miguel era algo que Romeu não queria nem começar, e por certo muito menos continuar a tentar visualizar a prima do jovem rei sem majestade.

Tentando se endireitar para dormir, a cama da frente era vista. Gustavo era o mais convencido. Sua família era uma das mais ricas de toda a escola. Mesmo sem ter contato direto era famoso no colégio todo, principalmente na ala feminina. Romeu nem se dava ao trabalho de pensar no jovem companheiro da frente. Como o próprio costumava dizer, “Não existem motivos para que minha pessoa não prevaleça!”. Romeu sentia às vezes uma ponta de inveja do amigo, afinal as histórias que ele contava eram mirabolantes. E certamente era algo divertido de se fazer, fantasiar ser aquele rico e esnobe com diversas historias. Mas não naquele momento, pois imaginar ser ele no baile era algo que era inevitável. Já havia visto a foto com a garota que ele iria ao baile, e inclusive a viu quando ela veio visitá-lo.

“ O Anjo que vem visitar o demônio.” Nesse pensamento não teve como Romeu conter o riso. Ele segurou o que podia, mas precisou do travesseiro para abafar as risadas. Tampando a cabeça quase que auto-asfixiando-se o jovem tentava conter o riso para que não virasse uma gargalhada. Aquela frase havia sido dito por Donavan para deixar claro o que era realmente aquela situação em que Gustavo conhecia a bela jovem.

Donavan. Era seu melhor amigo entre aquele grupo. Tão parecido com Romeu em quase tudo, um rapaz comum, mas o que os diferenciava era apenas o quesito mulheres. Donavan falava todo o tempo nisso e bolava planos e outros para poder observar as companheiras de escola, e até mesmo conseguir material feminino. Enquanto Romeu era reservado nesse assunto, diferente de seus amigos, Donavan ficava a imaginar que cada beldade que na sua frente passasse fosse uma propensa musa para seu deleite. O que deixava Romeu ainda mais indiferente eram as palavras rebuscadas que ele usava para se referir as garotas.

“ Zoei Donavan, mas na verdade ele já tem par. Conseguiu usando a turma do Perfume de Cleópatra. Enquanto ele vai acompanhado ao Baile irei sozinho... Seria bom uma companhia... Mas eu gostaria de estar interessado nela, ou que já fosse uma conhecida, não uma completa estranha com a qual pretendo aparecer.” Romeu adormecia com seus pensamentos enquanto a idéia de usar o Perfume de Cleópatra continuava em sua mente.

Donavan não dormia ainda, mas percebia que seus companheiros já não se movendo tanto quanto antes, deveriam já estar adormecidos ou próximos disso. Ele havia ficado bom em fingir dormir, principalmente por ter tido de fazer isso para conseguir seu par para o baile.

“Cara meu par é uma gracinha. Eu realmente estou admirado como eles conseguem essa eficiência. Acho que vou oferecer o telefone para Romeu. O cara não pode pagar o mico de ir sozinho para o baile. Aposto que arrumariam uma bela Julieta para ele. Na verdade, agora começo a pensar em como podem orquestrar tanto?” Donavan ainda estava sem sono, mas queria colocar os pensamentos no lugar, estava eufórico com seu par para o baile, mas seus pensamentos começaram a ir mudando a medida que percebia o quão difícil parecia ele ter conseguido aquela garota para ir ao baile com ele. Na realidade, se não tivesse estado coma menina, ele não acreditaria se alguém lhe falasse do Perfume de Cleópatra.

Perfume de Cleópatra, um dos mistérios nunca entendidos pelos alunos do internato. Mais do que um mistério tratava-se da criação de possibilidades. Para aqueles que não tinham par para o baile de final de ano, fosse qual fosse o motivo, existia uma saída. O perfume lhe arrumaria um par, um belo par. Com o maior dos perigos sendo envolvidos. O par seria interno do colégio.

O mistério ficava em como podia os alunos orquestrar tudo e ainda conseguirem despistar os funcionários dos colégios. Era o mistério que poucos alunos tomavam ciência que existia e poucos ousavam entrar no mistério.

Na ala masculina eram de três a oito pessoas por dormitório, na ala feminina existia de duas a cinco garotas por dormitório. Seria um dormitório inteiro a orquestrar tal coisa? Era mais fácil para agir, principalmente devido ao telefone que tocava.

Questionamentos rodavam a cabeça de qualquer um que se envolvesse com aquilo. Neste caso era Donavan, mas o sono vencia mais uma pessoa. Já tendo este adormecido o sono precisava visitar outras pessoas daquele colégio, que ainda insistiam em permanecerem acordadas.

- Ai! Devagar! - Uma expressão de dor seguida de um sorriso saiu da face de uma jovem de cabelos loiros.

- Quieta Julia! Já falei que não vale reclamar! - Uma jovem de cabelos rosas penteava o cabelo da menina loira, que às vezes reclamava pela escova de cabelo passar forte puxando e retirando alguns de seus fios.

- Não sei para que isso tudo Gina. Eu não tenho nem par para o baile, vou apenas sentar e observar o que acontece. - Dizia a jovem loira. Ajeitando-se no banquinho para poder se ver melhor no espelho.

- Bom, seus pais viajando e sem contato com parentes. Eu vou com meu irmão ao baile, mas não possuo nenhum primo para lhe emprestar. Queria poder ajudar a você minha amiga querida. - Gina que acabava o rabo de cavalo na amiga a abraçava logo em seguida fazendo ela balançar na cadeira.

Um abraço gostoso e apertado, onde ambas podiam se vê no espelho a frente. Ambas jovens, sendo que Gina parecia um pouco maior e mais velha que Julia.

- Tudo bem! - Julia ria e as duas se dirigiram cada qual para sua cama.

O número reduzido de meninas por quarto permitia a elas darem um ar mais pessoal ao quarto. Enquanto os aposentos dos meninos possuíam apenas camas e guarda-roupas, sem mais nenhum ostento nítido. As meninas, por outro lado possuíam tapetes e almofadas. Cortinas trabalhadas e até penteadeiras cheias de cacarecos. Era um quarto completamente diferente.

- Mas sabe. Eu não quero ir com ninguém mesmo. Eu queria ir com alguém que eu conhecesse, tivesse alguma amizade. - Julia parou um pouco a sua frase viçando um pouco ruborizada. - Interesse. - A menina deu uma risada sem graça ao dizer a ultima parte.

Julia era bem diferente da amiga que era bem sorridente e ativa em quase tudo. Julia a menina loira era bem acanhada. Ela tinha iniciativa e decisão. Sabia o que queria e o que não queria, era uma pessoa decidida, mas era meiga e tinha medo de muitas coisas.

- Hum sabe... Ir ao baile sem um par é horrível. Você precisa de um par. Você vai ficar marcada pelo resto de sua vida. - Diz Gina que se levantou e foi até a cama da amiga.

Era algo que se alguém explicasse ninguém entenderia. Julia era a menina doce que não conseguia levantar o tom de voz ou mostrar raiva de alguém. Mas, não era uma menina frágil. Era decidida, fazia as coisas e não ficava esperando. Na certa se não morasse em um internato teria muito mais personalidade e a parte calma daria vez a uma parte mais impetuosa. Pelo menos assim Gina sempre comentava. Ninguém naquela escola conheceria Julia como Gina conhecia, já que eram as melhores amigas e toda a doçura e sonhos que Julia tinha estavam confiados a jovem de cabelos rosa.

- Ah! E por acaso você iria comigo? - Pergunta a menina debochando.

- Hum... Eu posso dispensar meu irmão... - Ri Gina que logo teve a sua amiga seguindo o riso.

Gina logo abraçou a amiga de forma doce, e tão menos Julia esperava Gina foi se aproximando e alisou-lhe a face com a mão esquerda, e com a mão direita acertou o travesseiro no rosto da amiga.

- Terá de implorar para eu ir com você. Vai beijar os meus pés e prometer que me fará massagem ao final do baile. - Diz Gina jogando beijinho descaradamente para Julia que fica toda ruborizada e acerta o travesseiro de volta na amiga.

As duas voltam a rir acertando uma o travesseiro na outra até que caem sem forças. As duas na cama ainda rindo e agora arfando param um momento olhando para o teto.

- Mas, não posso deixar minha amiga sem um par. Vou apelar para o Perfume de Cleópatra. Vou mexer meus pauzinhos para ver o que consigo. Dorme tranqüila. - Ao dizer isso Gina beija a face de Julia levanta-se indo para sua cama.

- Tranqüila? Eu não quero ir com uma pessoa que eu nem sei o nome! Espero que não ache ainda que eu vá me apaixonar por este par que ta querendo me arrumar. É impossível se apaixonar em menos de 6 horas! - A menina levanta o tom de voz e a outra começa a rir.

Julia parou sem entender a risada. Aquilo era algo que ela não conseguia entender bem. Gina às vezes começava a rir olhando Julia. Normalmente era sempre quando elas falavam sobre garotos, e normalmente a risada nunca tinha explicação. Algumas vezes era quando Julia falava sobre apaixonar-se, mas como com os garotos, não havia explicação.
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Adrian

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MensagemAssunto: Re: Descobrindo o Amor   Sex Maio 29, 2009 11:31 pm

A Gina era uma pessoa doce com Julia. A primeira amiga que a menina fez, e gostou de quando no segundo ano naquele internado as colocaram juntas no mesmo dormitório. Extrovertida e alegre, Gina, era vista pela maioria das garotas a vinham como a saidinha e assanhada. Mas, não havia tanto para ela se assanhar, já que a ala masculina era realmente fechada para as meninas.

- Vamos dormir, amanhã temos aula na quadra pela manhã e sabe como nossa professora e dura. - Dizia Gina.

=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=

- Vamos Donavan! Não faz assim. - Romeu tentava pegar um papel da mão do amigo que estava a fazê-lo de bobinho próximo a uma janela.

A brincadeira já durava alguns minutos, tendo apenas os dois no corredor parecia que iria durar ainda bastante tempo. Se houvesse outros talvez Donavan não brincasse daquela forma com Romeu. Ele não colocaria o amigo em uma situação ridícula na frente dos demais, e talvez Romeu não estaria querendo aquele papel. Mas, sozinhos a dupla de amigos não hesitava em continuar. Sendo um desesperado pelo papel e outro adorando a situação de enrolar o amigo.

- Não era você que me zoava por pelar para isso? Então... Deixa eu sentir esse momento de... Ai... Calma! - Romeu pulou em cima do companheiro e o papel de sua mão voou pela janela, um vento colaborou e fez com que o folheto fosse parar dentro da quadra passando por uma das gretas.

Os dois ficaram olhando e desapontados com o que tinha acontecido não sabiam o que fazer. Ali estava o numero do telefone do Perfume de Cleópatra. Se um coordenador pegasse o numero seriam dois tempos para descobrirem sobre o grupo secreto.

Eles teriam de recuperar o papel, ou estariam pondo em risco vários alunos que usufruíam os serviços de encontro do Perfume de Cleópatra.


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E este foi o primeiro capitulo de minha história.
Espero que gostem.
Aceito opinião, criticas, elogios.
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ArnoBeiFong
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MensagemAssunto: Re: Descobrindo o Amor   Sab Maio 30, 2009 9:27 am

Cara quando eu vi esse "capitulão" fiquei com receio de ler, mas ai eu li o primeiro páragrafo e fiquei curioso.
Depois li o segundo e já tava começando a gostar e fui lendo e lendo até terminar.
Uma palavra: PARÁBENS
A sua narração é exelente! Eu nunca li algo assim, a não ser em romances policiais. Logo no inicio da história
já da pra distinguir bem os personagens. Você fez uma apresentação maravilhosa de cada um e tudo isso no primeiro capitulo.
E o mais incrivel é que a história é original.
Parabens meu velho...
Espero muito ancioso o próximo capitulo.
Essa é sua primeira fanfic? Surprised
Flw!

Wink
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Leonardo
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MensagemAssunto: Re: Descobrindo o Amor   Sab Maio 30, 2009 2:13 pm

Bah, ArnoBeiFong, realmente, você não sabe o que é um capítulão... Esse dai deu, mais ou menos, 9 páginas do Word, quando outras fanfics do fórum têm mais de 13, que é as que você nunca comenta...

--

Olá Adrian. Uma fanfic original, a primeira do fórum, parabéns, teve boa iniciativa. A apresentação sua dos personagens é excelente, sem contar que a organização é uma das melhores do fórum. A descrição que fez deles então... maravilhosa! Gostei mais da parte onde Gina manda um beijinho para amiga, isso é amizade ou outra coisa... >_<

Gostei de sua narrativa, contando os fatos de uma maneira que prenda o leitor à fanfic. Haha, quero ver eles conseguirem o papel agora. Romeu é um descarado xD Mas, well, tomare que le se dê bem... Bom, nada mais a comentar, apenas fique ligado em relação à repetições, erros ortográficos e falta de acentos. Utilize o Word, ele ajdua nesses quesitos. Tchau, espero o próximo capítulo.
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MensagemAssunto: Re: Descobrindo o Amor   Sab Maio 30, 2009 5:43 pm

Nossa! Dois comentários em menos de 24 horas. Que maneiro!

ArnoBeiFong: Obrigado! Os elogios muito me animam pois realmente pensei que o primeiro capitulo não iria agradar, pois lendo as fanfics do forum encontrava apenas histórias de ação e fantasia. Nada real e menos "radical".

Leonardo: Obrigado. Realmente eu não imaginava que fosse a primeira fanfic de história original. E na verdade só vim compreender o que quis dizer após ler as 3 outras fanfics. Gina realmente é uma personagem bem animada. Mas, quem sabe que segredos ela guarda. O beijo realmente ficou algo bem engraçado e misterioso. hehehe. Tentarei me atentar mais a ortografia e acentuação para o próximo, grato pela dica.

Galera, estou chocado! Não imaginava que a narrativa fosse agradar de ser algo que as pessoas fossem comentar. A apresentação dos personagens já era algo sem escolha, apresentá-los no primeiro episódio de forma que todos os conhecessem, porque a fanfic não é grande, são talvez 6 capítulos apenas, então a história tem sempre que evoluir. Por isso até imaginava que surgindo algum comentário, falariam dos personagens e sua apresentação. Mas, a narração realmente... TO CHOCADO! huhauahuah

Muito obrigado por prestigiarem meu pequeno trabalho! Logo trarei o segundo capitulo.
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MensagemAssunto: Re: Descobrindo o Amor   Sab Maio 30, 2009 6:07 pm

E eu vou esperar ancioso o capitulo...
Amei a fic! (isso logo no primeiro capitulo)
se todos forem iguais a eles ou ainda melhores... Vai ser minha fic preferida do forum
Wink
Flw
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MensagemAssunto: Re: Descobrindo o Amor   Sab Maio 30, 2009 7:52 pm

Não prometerei, mas farei o possível para ao menos manter o mesmo nivel.
Obrigado por prestigiar. fico feliz em ver que alguém realmente gostou do primeiro capitulo.

Acabei esquecendo de responder.

Não, não é a minha primeira fanfic. Eu possuia duas na fanfiction.net, mas nem sei se está lá ainda. Havia pedido para um amigo retirar e nunca mais passei por lá. De história própria é a terceira, mas o forum onde eu postava ficou as moscas, então antes de sairt, afinal não fazia sentido deixar lá.

Tentarei trazer o segundo capitulo na segunda feira a noite. Vai depender de como o dia de segunda feira terminar.

Agradeço a força!!!
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MensagemAssunto: Re: Descobrindo o Amor   Seg Jun 01, 2009 1:20 pm

Capitulo 2
O Primeiro Encontro
do Medo com a Coragem



Um internato talvez possa ser o local mais confuso para a cabeça dos jovens que vivem cheios de questionamentos. Aquele em especial talvez fosse ainda mais confuso. Sendo o internato dividido em ala masculina e feminina, onde os alunos de uma ala não têm permissão de ter contato com a outra ala, porque motivos teriam espaços comuns?

Dois prédios com a mesma estrutura de quartos, salas de aulas, salas de castigo, laboratórios, refeitórios, banheiros e chuveiros, além de algumas outras dependências. Mas, existiam estruturas comuns para todo o colégio que realmente eram difíceis de entender. Enfermaria era usada por ambas às alas. Como uma pessoa pode deixar de ir à enfermaria por já ter alguém de outra ala lá? Como evitar falar um simples oi ao ver a pessoa dentro do local onde se vai entrar? Será que as pessoas precisão serem mal-educadas, fingir que a outra não está ali?

Se a enfermaria poderia ser um local de exceção, a cozinha certamente não era. Nenhum aluno tinha permissão para ir até lá. Evidente que não eram necessárias duas cozinhas, mas dependências como essas geram a possibilidade de encontros repentinos. A quadra realmente era a mais propícia para isso.

A quadra da escola era grande e coberta. Um verdadeiro salão de festas que possuía três entradas. Uma entrada voltada para a Ala feminina, uma entrada voltada para a ala masculina e uma pequena porta que dava nos corredores que levariam direto a lavanderia da escola.

“ Não gosto de vir na frente. Mas, a professora me dá arrepios com aqueles gritos e as meninas e seus cochichos me deixam sem graça. Enquanto elas ligam as chaves de força, eu posso muito bem vir aqui e ficar uns dez minutos sentada sem a voz delas. Um tempinho para a Julinha!” Julia estava animada. Tinha tido uma noite de sono agradável. Não era comum dormir tão bem, então as gritarias da professora não lhe tirariam o bom humor.

Ela empurrou a grande porta da quadra, olhou para ver se as luzes se acendiam. Esperou alguns instantes e viu a claridade reinar na quadra. Soltou a porta que acabou se fechando atrás dela.

“ Nem adianta tentar. Empurrar é até fácil, mas puxar esse portão pesado é impossível para mim.” Dando as costas para a porta Julia seguiria seu plano, sentar e relaxar até a professora vir com as demais alunas.

Deu dois passos observando o equipamento de som que fora instalado para o baile. Mas, além do equipamento pode ver um papel no meio da quadra. No mesmo instante que sua visão pousou sobre a folha, as luzes se apagaram.

Foi tudo tão rápido que a menina tremeu assustada em seu lugar. Ela entrou, a porta foi rápida em se fechar, e ao se recuperar as luzes se apagaram tão repentinamente que já nem sabia se realmente havia sido uma boa idéia ir até a quadra para fugir da gritaria da professora e dos resmungos das outras alunas.

“ Droga. Eu tinha de ser a primeira a entrar. A quadra está tão escura sem as luzes. Espero que não aconteça isso durante o baile. Hum... Deixa eu lembrar... Vi um papel no meio da quadra quando as luzes se acenderam por alguns instantes. Gina me disse que vez ou outra os meninos jogam aviões de papel com alguns recados e poesias. Acho que ela vai gostar de ler mais tarde.” Julia se aproximava de onde achava ser o meio e logo abaixou-se para tatear o papel.

A menina tinha se recuperado do susto. Não era uma situação muito agradável, mas que mal lhe ocorreria na quadra da escola? Já estava de manhã e mesmo com a escuridão do local, estava nas dependências da escola. Estava segura.

Conseguir aquela folha com recadinhos tornaria a manhã de Gina também feliz. Na certa ela daria muitas risadas que Julia não entenderia, mas sabia que a amiga ia apreciar.

Assim que encontrou a folha, sua mão tocou em algo mais. Ela não pode identificar o que seria. Apenas sentia uma maciez e calor vindo, mas também se movia parecendo estar viva. Julia estranhou e pensou em algum bicho. Mas antes mesmo de poder reagir ao medo que o bicho já estava lhe provocando, é surpreendida por um clarão provocado pelo ascender das luzes.

- AHHH... humhumuumum! - Um grito alto seguido de um abafado. Na realidade dois gritos altos seguidos de dois abafados. Ou na verdade até meios gritos, já que a parte alta não durou mais do que meros segundos.

Julia que abaixara para pegar a folha, já estava pronta para gritar de medo quando sentiu tocar em uma segunda coisa além da folha. Como ela parecia viva, o grito se armou, mas quando as luzes se acenderam o choque foi grande a visão, mesmo embasada, permitiu identificar que o objeto que se mexia perto da folha, não se tratava de um animal e sim de uma outra mão, não deu para conter o grito de susto.

Instintivamente Julia gritou, mas tampou sua boca contendo o grito. Nem ela mesma sabia por que. Ela demorou até mesmo para conseguir visualizar quem era o dono da mão. Afinal, os olhos ficam atordoados quando saem da escuridão e vão para a luz de imediato. Talvez ela só não quisesse ter que justificar depois que fez um escândalo por ter se assustado com a pessoa que estava na sua frente. Ela realmente não saberia por que tampou sua própria boca.

No entanto, a pessoa a sua frente tampou a boca para conter seu grito de medo. Olhar aterrorizado e se sua perna pudesse ser notada por alguém, veriam uma tremedeira sem tamanho.

=-=-=-=-=

Alguns minutos antes.

- Tudo bem! Eu não estava certo se queria mesmo um par desta forma. – Romeu dizia respirando fundo e deixando de lado a folha que havia ido pela janela e caído na quadra.

- Mas era meu único número! – Donavan agarrou o amigo por traz fazendo-o voltar até janela. Ambos debruçaram sobre ela e ficaram a olhar a quadra por alguns segundos. Donavan olhou seu relógio de pulso algumas vezes enquanto ambos estavam ali.

Romeu encarou o amigo balançando a cabeça. Ou ele dizia que aquilo era loucura, ou dizia que ele não faria aquilo. Não importava realmente qual era a negativa que Romeu estava dando. Para Donavan não havia outra coisa a ser feita.

- Você tem vinte minutos antes que a aula das meninas comece! Preciso do papel. E mesmo que eu tivesse o número que lá está anotado guardado em qualquer outro lugar... - Donavan parou um pouco. Percebeu que estava começando a falar um pouco mais alto do que deveria e até mesmo a demonstrar certo nervosismo para com aquilo. Respirando fundo o amigo prosseguiu. - Se aquilo cair nos ouvidos dos professores vai ser um caos este colégio. Muita gente vai sair prejudicada se aquele papel cair nas mãos de algum funcionário do colégio. Imagina descobrirem sobre o Perfume de Cleópatra. Tem nome e número ali. Não tem outra solução. Você vai ter que ir buscar! –

Donavan não deu chance ao amigo dizer nada, argumentou ferrenhamente pondo-o em uma situação difícil. Os dois eram iguais, e não prejudicariam uma pessoa por um erro seu. Se Donavan estava sentindo-se daquela maneira, com o compromisso de recuperar o papel, Romeu também estaria. Apenas tinha o medo de fazê-lo.

- Oras, porque não vai você? - Questionou Romeu demonstrando realmente estar temeroso.

- Porque foi você quem não soube brincar. Não sou seu melhor amigo? Estava brincando contigo e você que barbarizou! Era claro que eu ia te dar o número. Eu mesmo já tinha lhe oferecido. - Donavan encarou o amigo de frente. Romeu não conseguiu encará-lo. Era evidente Donavan estava certo no que dizia, e não estava há mentir nenhum pouco.

- Certo! Tudo bem! Dá-me cobertura! Vinte minutos, certo? - Romeu já aceitando que não teria como argumentar, preferiu apertar o passo para que o tempo não se esgotasse.

- Agora você só tem 18 e contando. - Disse Donavan.

Romeu superou rapidamente o extenso corredor iniciando a descida rápida das escadas de seu prédio. Saltando algumas, parou escondendo-se de um ou outro aluno que estava atrasado para sua aula. Naquele horário a turma de Romeu era a única sem aula. Normalmente aproveitariam para dormir até mais tarde, mas Romeu tinha resolvido que iria conseguir um par usando o Perfume de Cleópatra. Que iria se arriscar e viver uma pequena aventura antes de sair do colégio.

Uma aventura em meio ao internato. Escrever sua historia na historia do colégio. Era essa, afinal, a aventura que todos procuram quando jovens. Fazer parte da história de algo, mesmo eu a historia não fosse para ser conhecida por ninguém.

Encostado na parede, tentando de esconder e passar despercebido pelos alunos que por ali passavam correndo para suas salas Romeu podia sentir seu coração palpitar forte. Havia chegado o momento de ser corajoso assim como seus amigos eram, e estava sendo. O seu encontro com a coragem estava acontecendo e se ele tivesse tempo para pensar, ele se lembraria que a noite anterior chegou a fantasiar ser Diego e como poderia ir até a ala feminina. A diferença essencial estava em conhecer alguém do outro lado. Hoje, ele não poderia ser visto.

Quando percebeu que não havia mais ninguém a passar se pôs a correr. Já tinha ganhado a área externa e deu uma olhada para o alto, onde tinha certeza de que poderia ver Donavan, mas o mesmo não estava na janela. Ignorando a ausência do amigo, imaginou que o mesmo estaria em outro ponto, ou já lhe dando cobertura impedindo que alguém olhasse pela janela e o percebesse.

Romeu abriu vagarosamente a porta da quadra que dava pelo lado de sua ala. Ele olhou e percebeu que estava tudo escuro. Com cuidado deixou que a porta fosse se fechando atrás dele. Era tão pesada para ele que demorou um pouco até conseguir fechá-la por completo.

“Se não fossem Diego e Gustavo... Eles normalmente jogam aviões de papel com bilhetes! Adoram mexer com as meninas. Donavan costuma mandar poesia junto com alguns outros. Bem... Quando usam aquela janela em que estávamos para jogar os aviões, normalmente cai no meio da quadra.” Seguindo essa idéia, ele não perdia tempo parado. Do momento em que encostou a porta, se encaminhou para o centro da quadra.

Parando onde acreditava ser o meio, tateou em volta a procura da folha. Encontrando um papel, deu-se como aliviado, mas percebeu que havia algo mais junto a folha. Algo móvel e de feições delicadas.

=-=-=-=-=

Romeu estava aterrorizado. As luzes se ascenderam na hora em que ele encontrara o papel. Seu pensamento era de que seria pego. Tampou a boca para conter o grito que estava a dar devido ao medo que sentia.

Ambos com a mão na boca tentavam conter a ânsia de gritar antes de fazerem qualquer outro movimento. Eles ainda seguravam o papel, parecia que não iriam largar de forma alguma.

Julia resolveu destampar a boca, pois já estava a achar que não precisava de tanto. Romeu resolveu destampar a boca e começar a desculpar-se desde já. O que ocorria era que nenhum dos dois havia se encarado ainda. Para Romeu pouco importava. Ele estava lascado fosse quem fosse. Mas, Julia teve outro choque ao ver quem era a pessoa a sua frente.

Os olhos de ambos se cruzaram e puderam ver que se tratava de pessoas de outra ala. Romeu desesperou-se. Tanta gente para encontrar. Talvez um funcionário fosse mais fácil de convencer de aliviar. Mas, uma menina? Julia por sua vez não pensou, simplesmente gritou ao mesmo tempo em que levantava sua mão, que não segurava o papel na direção do jovem a sua frente.

O grito iniciado por Julia fez Romeu gritar e levar sua mão até a boca da menina. O grito de Romeu alarmou ainda mais Julia que com a mão já indo contra Romeu tampou a boca dele por instinto.

- AH... huhmumumu!!!- Ambos tampando a boca um do outro. Julia para impedir que o grito do rapaz alarmasse a professora e as garotas, deixando ela em situação constrangedora. Ela nem saberia explicar como isso tudo estava acontecendo. Romeu para tentar impedir que muitos viessem, mas já sabia que não escaparia daquela.

Os corações dos dois estavam desesperados. Sentiam um medo tremendo que percorria a espinha. Definir o que os dois sentiam seria fácil para qualquer um. A cara indicava. Os corpos tremendo. Os olhos não enganavam. E mais tarde quem viesse a escutá-los, realmente saberiam. Só havia medo. Era o encontro com o medo que ambos estavam tendo.

Romeu certo de que estava perdido. Já havia sido pego e por tampar a boca da menina certamente pensariam que ele ainda estava a querer atacá-la.

Julia estava certa de que sua punição ia ser muito severa. Mesmo que tentasse explicar, estava com a mão na boca de um garoto evitando que ele gritasse. Ela acabara se metendo em uma situação nada convencional, entrou sozinha na quadra ainda sem iluminação, quem iria acreditar nela?

Os dois se olhavam assustados e temerosos. Os olhos passavam tanto medo um para o outro que Julia logo percebera que o mais encrencado ali era o garoto e não ela.

Seus olhos mudaram de expressão, acalmando-se. Olhos esverdeados que agora pareciam querer falar algo. Romeu percebia a mudança de expressão da menina, pois não tirou os olhos dela um único segundo desde que a confusão havia iniciado. Isso fez com que Romeu também mudasse de expressão. Eles lentamente iam destampando a boca um do outro.

- O que faz aqui? Está louco? - Pergunta Julia assim que sua voz não era mais interrompida. Demonstrando algum nervosismo a menina já questionava o garoto querendo entender aquilo.

- Eu devo estar! Me Desculpe! Não conte nada a ninguém, por favor! Vim atrás desse papel... Ei? Por que o segura? - Romeu tinha deixado o pânico de lado. Percebera pela mudança de expressão da garota que talvez conseguisse sair dali ileso. Mas, ao perceber que a menina estava segurando o papel que veio buscar ficou um pouco confuso.

Os dois seguravam a folha ainda, e pareciam que não soltariam mesmo depois da menção de Romeu para com o papel.

- Bem... É que... Perfume de Cleópatra? Eu já escutei sobre isso... - Comentou Julia soltando o papel, desanimada. Percebendo que o papel não era o que acreditava que era no inicio. Ela parou alguns instantes percebendo que o medo inicial que sentia agora já não estava tão presente. O jovem na era uma ameaça. Olhou nos olhos dele de novo para confirmar, os olhos castanhos que ela ficou a olhar tentando decifrá-los.

- Bem é que... - Romeu ficou envergonhado com a situação. A primeira menina que ele conhecia pessoalmente na escola, e já pagava o mico de deixá-la saber que ele precisava de ajuda para arrumar um par.

- Certo! Hoje nós vamos ensaiar a valsa do baile... - A professora bradava e era possível escutá-la mesmo sem ela ainda ter entrado na quadra.

- Ai to ferrado! - Romeu arregalou os olhos. Ele não conhecia a professora, então achava que estaria pertíssimo de onde eles estavam. Olhou ao redor e não conseguia identificar onde ela estava.

Por sua vez, Julia tentou se manter calma. Observando a atitude de Romeu de olhar por todos os lados, ela tomou uma atitude.

- Vem! - Julia pegou em seu braço e começou a puxá-lo com força e velozmente para traz de uma das caixas de som que ali estavam.

- O que, mas... - Romeu sendo empurrado para trás de uma das caixas de som não conseguiu dizer mais nada. Foi interrompido por Julia.

- Cala boca! - Julia foi se afastando de costas para ter certeza de que ele não estava visível.
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Adrian

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MensagemAssunto: Re: Descobrindo o Amor   Seg Jun 01, 2009 1:21 pm

Enquanto se afastava, e confirmava que o jovem garoto que tentava esconder, não estava visível por nenhum ângulo, começou a se perguntar por que havia feito aquilo. Por que ajudava o garoto? Ela mesma não saberia responder. Mas, sentiu algo estranho que a dominou fazendo com que ela agisse.

Quando Julia observou Romeu completamente perdido e atordoado pela voz imponente da professora, ela não se lembrou que o jovem poderia não conhecer aquela professora e assim não saber que ela grita ao invés de falar com os alunos. Ela imaginou que ele estava com medo e atordoado, que não sabia o que fazer.

Se a atitude dela foi para se proteger, ou proteger ao jovem, nem ela mesma sabia. Estava tentando imaginar o porquê de tal atitude quando esbarrou em alguém ficando totalmente imóvel.

- A senhorita gosta de um escurinho, hein? - A professora ao dizer aquela gracinha deixa Julia aliviada, pois sabia que seria um escaldá-lo ao invés de uma gracinha que escutaria.

Julia foi até Gina que ria sem parar da amiga.

- Façam duplas. Vamos ensaiar a valsa, assim que eu me entender com a mesa de som. - Dizia professora que caminhava na direção da mesa de som que ficava no lado oposto ao esconderijo de Romeu.

- Você tem que me ajudar! - Julia em meio tom abraçava a amiga para dançar.

- O que? - Gina não entendeu, mas Julia mantinha seus olhos voltados para a caixa de som, deixando só a entender que nada podia chegar perto da caixa.

As várias meninas dançavam enquanto Julia estava aflita. Gina percebia isso, mas não conseguindo fazer a amiga falar, abraçou-a tentando acalmá-la. Gina conseguia acolher perfeitamente Julia em seu abraço. Julia não queria, mas acabou acalmando-se ali. Havia sim uma cumplicidade entre as duas. Talvez o tipo de amizade que as pessoas vivem procurando ou nem acreditam que exista.

- Meninas bobas. Eu não posso ser carinhosa com você que elas já ficam fuxicando. - Comentou Julia evitando olhar para o lado onde às meninas estavam e retornando sua atenção para as caixas. Ela escutava risadinhas abafadas a ocorrer pela quadra.

- Elas não estão rindo da gente. - Diz Gina que faz a amiga olhar para o outro lado.

Muitos aviões de papel começavam a cair na quadra. Inicialmente as meninas não ligaram, mas logo que perceberam que eram muitos, começaram a pegá-los, imaginando o que poderia estar escrito naqueles pequenos aviões.

Das meninas que sabiam que os aviões continham mensagens, eram poucas as que não se entusiasmava em ler. Algumas vezes eram coisas bobas, mas nenhuma das vezes deixava de ter graça. Para elas era como receber bilhetes de admiradores secretos que estavam próximos, e com um ato maior de coragem poderiam passar a deixarem de serem secretos.

Elas riam e olhavam para a professora que estava meio perdida na mesa de som. Ela nada percebia e desta forma as meninas todas foram parando a dança e se concentrando nas mensagens.

- É Nóis! Você quer ver? É só pela nossa entrada da quadra aparecer! A coisa é quente, pode esperar. Da minha cara vocês vão se lembrar! - Gina lia para Julia o que estava escrito em um dos aviões mensagens.

Julia, no mesmo instante, olha para a caixa de som e começar a se movimentar para perto dela. Ela não tinha muita certeza, mas acreditava que poderia ser a chance de retirar o garoto de seu esconderijo.

- O que está acontecendo? - Gina estava um pouco confusa com tudo aquilo, mas foi rápida em perceber que havia algo de especial naquele canto da quadra, e que por algum motivo àqueles bilhetes estavam chegando naquele momento.

- Amiga... - Julia parou alguns instantes demonstrando um pouco de aflição. Não sabia o que dizer. - Todas têm que ir lá para fora ver isso! Precisam fazer o que está no bilhete! Acha que consegue? - Pergunta Julia.

Gina a olhou meio de lado. Aquilo tudo estava estranho, mas sabia que Julia não estava a fazer nada de muito grave, afinal a conhecia tão bem que o mais provável é que ela queria ver quem seria o menino que mandava essas coisas, e estava sem coragem para tomar a frente.

Gina fechou os olhos e logo um sorriso malicioso surgiu em sua face.

- Hum... Com tantos recados ele deve estar desesperado! Aposto que vai gritar que quer uma garota para o baile e jogar alguma rosa. - Gina gritou e correu para a porta da quadra que dava na ala masculina a abrindo.

As meninas ficaram a se olhar, mas saíram correndo e não perceberam que a própria Gina voltara para dentro em meio a tantas.

- Hum... Gostoso!- Um grito alto foi escutado.

- O que é isso? O que é isso? - A professora escutou o grito e percebeu que todas estavam do lado de fora, mas não percebeu que Gina e Julia permaneciam dentro da quadra. Ao ver a algazarra correu para fora, e podia apenas escutar os gritos agudos e eufóricos das meninas.

- Por este ângulo vai ser difícil reconhecer hein! - Grita uma rindo.

- Coisa tchola!! - Dizia outra um pouco surpresa com o que presenciava.

- Redondinha, hein! - Uma outra gostava do que via.

- Vem cá em baixo para eu dar uma apertadinha! - Dizia uma, um pouco acanhada com tudo o que acontecia.

- Que visão do inferno é esta? - A professora chegou e se viu assustada.

=-=-=-=-=-=-=-=

Alguns instantes antes.

Donavan que vigiava atentamente a quadra viu as luzes acenderem-se e apagarem-se dentro da quadra.

- Vixi! A mulherada está adiantada. E aquele quadro de energia deu problema de novo... Assim Romeu vai entrar sem hesitar e vai ser pego. Droga... - O jovem que vigiava pela janela correu para seu dormitório.

Pelo corredor já encontrou Gustavo que parecia ir tomar café.

- Entra! Emergência! Emergência! – Dizia Donavan puxando-o para dentro.

- Meu café é uma emergência. - Dizia Gustavo não entendendo o apavoramento que Donavan apresentava.

- Merda! Uma tragédia. Temos que salvar Romeu. Ele foi até a quadra, só que as meninas já estão entrando. - Donavan disparou a falar.

- Ahn? - Diego que ainda estava na cama e apenas escutava saltou atordoado.

- Mas, o que aquele maluco foi fazer lá? - Pergunta Miguel espantado.

- Olha, não tem remédio para isso não... Ele vai ser pego e... - Gustavo teve sua fala interrompida por Donavan.

- Não podemos deixá-lo ser pego. O cara está tendo salvar a pele da galera do Perfume de Cleópatra. Tem um papel na quadra com o nome e número deles! O cara não pode ser pego, ele é um de nós. Nossa irmandade lembra! - Dizia Donavan desesperado.

- Por que não disse logo? - Gustavo parecia ter acordado e desistido do café. - Se ainda não estamos escutando os gritos ou ele já conseguiu fugir, ou ao menos se esconder. Precisamos de um plano! - Gustavo olhou relógio confirmando a hora e depois olhou Diego.

- Certo! Escutem o que vamos fazer. Primeiro confirmamos que ele esta dentro da quadra. Segundo traremos as garotas para fora da quadra e as distrairemos, pelo tempo que for necessário. Terceiro uma rota segura para nossa e por fim um halibe. A distração é a parte mais importante, então Miguel isso será com você e Gustavo. - Dizia Diego já com um plano em mente.

Miguel olhou assustado. O rei sem majestade causando distração para as meninas? Aquilo cheirava a encrenca.

=-=-=-=-=-=-

Em uma janela da ala masculina havia um jovem a fazer “Bunda lele”, exibindo-se para as meninas. Suas nádegas brancas de bumbum lisinho estavam causando grande gritaria. Alguns elogios e outros xingamentos podiam ser escutados pelo jovem exibicionista.

- Que visão do inferno é esta? - A professora chegou e se viu assustada.

- Ah professora! Vai dizer que não te dá vontade de da umas palmadinhas nessa coisa fofa. - Dizia uma das meninas maravilhada com a cena.

- Palmadinhas? Eu quero dar é uma SURRA! - Gritou a professora em fúria.

Dentro da quadra assim que a professora correu para a porta, Julia foi correndo para traz da caixa de som. Não deu explicação alguma, apenas agarrou o braço de Romeu e começou a puxá-lo.

- Rápido! Passa pela nossa porta! Parece que ta tendo algo na ala masculina, todas as meninas foram para lá! Nesse horário todas as turmas da nossa ala estão na outra ponta do colégio. Ninguém vai ver! - Julia corria e puxava Romeu apressadamente.

- Devem ser meus amigos! Eles devem ter visto que eu fiquei preso... E... Ai! - Romeu para ao ver uma garota correndo para junto dele e de Julia.

Julia sorriu para Gina que sorriu de volta. Romeu percebendo que a menina de cabelos rosa era de confiança voltou a correr em direção a porta da ala feminina, agora acompanhado das duas meninas, que lhe faziam uma parede, na tentativa de que se uma das meninas voltasse para a quadra, não o visse, ou ao menos não o identificasse como menino.

- Nossa! Então é esse o segredo? Não pare de correr! Duvido que aquele garoto continue mostrando a bunda dele por muito tempo. - Diz Gina rindo da situação.

- Bunda? Só pode ser o rei sem majestade! Só ele tem coragem para tanto. - Imaginando quem teria tido tamanha idéia.

Os três correram para a porta da quadra que dava na ala feminina e assim que viraram para o lado após a porta, caíram por trombarem com alguém.

- Ai! Eu não... Eu não... Ah é você!- Donavan quase rezou todo o pai nosso e outras orações conhecidas. Ele estava pronto até mesmo para falar quem matou o presidente de qualquer país que perguntassem. O medo que ele sentiu na hora que trombou foi indescritível. Se ele fosse pego, não havia imaginação que chegasse a adivinhar qual seria o castigo.

Ele tinha a função de retirar Romeu por dentro da lavanderia após invadir a quadra, mas pelo visto teria de refazer o caminho que já havia feito até ali.

- Mais um... Ta chovendo homem na sua horta. - Gina olhou o outro garoto caído no chão. Romeu ajudava-o a se levantar e foi então que Donavan pode ver as duas meninas que acompanhavam Romeu. Sorriu para as duas, mas apenas Gina respondera com outro sorriso.

De repente um apito foi escutado com força máxima. Eles quase se agarraram ao escutar o apito. Os quatro se abraçando com medo perceberam que na verdade ainda não haviam sido vistos.

- Droga! Vamos! Vamos! Anda Ro... - Donavan puxou com tudo Romeu que só teve tempo de acenar agradecendo as duas garotas.

- Corre! Rápido... Vem Ju... Também temos que voltar! - Gina assim como Donavan puxava a amiga sem deixá-la dizer ou escutar nada.

Romeu e Donavan entraram pela porta de traz do prédio de sua ala e correram para o quarto. Os dois já estavam sem sapatos para fazer menos barulho pelos corredores. A correria era grande, mas tiverem que mudar de corredor duas vezes, pois muitos alunos estavam pelos corredores a correr e gritar.

Assim que entraram pularam em suas camas tirando toda a roupa e metendo como podiam o pijama que Diego havia deixado nas camas. Miguel apareceu correndo pela porta e se jogando em sua cama. Diego que estava na cama ao lado botou uma meia na boca de Miguel que ia reclamar, mas acabou ficando imóvel quando um inspetor apareceu na porta.

Congelados os meninos ficaram estáticos dentro do quarto enquanto o olhar do inspetor os fuzilava.

- Senhor Silva... O que está acontecendo? - Diego de pé sem saber o que fazer fingiu estar levantando, e como já estava assustado foi à única coisa que não precisou fingir.

- Hum... - Parecia mais um grunhido o som que o inspetor transmitia. Ele olhou as camas, viu Miguel dormindo e Gustavo se remoendo pondo o travesseiro sobre a cabeça. Pode ver Donavan começando a se vestir um pouco alarmado, e com os cabelos todo arrepiados. O rapaz estava de cueca e com uma camisa normal já colocada.

- Sei que hoje vocês não têm o primeiro horário... E lamento por terem acordo com tanta algazarra. Mas, um dos seus companheiros estava a se exibir obscenamente para as meninas. Mas, pegaremos o cretino nem que seja a ultima coisa que eu faça. E pode ter certeza. Aquele bundão vai ter a minha marca cravada nele custe o que custar. E vai ser de cinto. - O homem chegou a retirar o sinto da calça e o estalou na frente dos meninos.

- Ahn... Silva... Não fomos nós! - Miguel caiu da cama assustado com o tom de voz que o inspetor utilizava. Já imaginava ele sofrendo a cintada se fosse pego.

- E daí? Já estou treinando! - Silva bateu a porta do quarto dos meninos os deixando desmoronar em seu quarto ainda tremendo de medo.

Os cinco se olharam imóveis. Apenas Gustavo moveu-se até a porta e certificou-se de que o inspetor não estava próximo. Já tinha ido para outra parte do colégio. Avisando-os com um gesto de que a barra estava limpa Gustavo fora o primeiro a cair no chão aliviado.

- Recuperou o papel? - Pergunta Gustavo vendo os outros relaxarem.

Romeu estende o papel o sacudindo.

- Caras! Nem acreditarão quando eu contar... Claro que Romeu vai contar a melhor parte. Ele estava com duas garotas a acompanhá-lo durante a fuga! Eu cheguei e o cara estava lá, já do lado de fora da quadra pronto para se despedir das beldades. - Donavan preparava-se para contar todo o ocorrido assim como Romeu.

Claro que os meninos ficaram todos interessados, e evidente que Romeu achou graça de que Donavan querer contar a história, certamente ele iria aumentar algumas coisas e usar aquelas palavras cultas para se referir as meninas.

Era a aventura de Romeu. Ele não sabia nenhum dos nomes das garotas que tinha conhecido naquele dia. Tão pouco ainda conseguia raciocinar direito. Era a euforia de uma aventura sem romance que havia acontecido. O seu primeiro encontro com o medo e a coragem. Ambos no mesmo dia e ocasião. Nem mesmo os amigos mexendo com ele apagariam sua pequena façanha.

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Bom galera é isso. Espero que não tenha ficado muito grande, e que tenha mantido o mesmo nível, pelo menos, do capitulo 1.
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Kotomi
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MensagemAssunto: Re: Descobrindo o Amor   Ter Jun 02, 2009 6:51 pm

XD bem eu não vou dizer que eu ri, pq eu normalmente não rio facil ^^, mas li os dois caps, e realmente foi algo legal, não inovador, mas interessante mesmo assim ^^.

Quando você continuar eu irei comentar.
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MensagemAssunto: Re: Descobrindo o Amor   Qua Jun 03, 2009 9:32 am

Nossa!!!
Narração exelente, impecável!
Amei o capitulo. Emoções bem descritas... Tudo otimo. Eu ri muito na cena da bunda do rei sem majestade!
Parabens. Parabens mesmo. Esta melhor que o primeiro capitulo. E eu vi que houve uma troca de olhares entre Donavan e Gina. Tenho certeza que os dos ainda se encontram e que Romeu e Julia também.
Otimo capitulo. E que inspetor mau esse eim. Coitado do rei se fosse pego.
CONTINUA
Espero ancioso!
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MensagemAssunto: Re: Descobrindo o Amor   Qui Jun 04, 2009 8:39 pm

que bom que lhe interessou Kotomi.

falarei a verdade, eu até o post de ArnoBeiFong estava procurar o que poderia ser engraçado no capitulo. eu não coloquei nada para rir... só depois fui perceber que involuntariamente o fiz.

Vamos ver se amanhã consigo por o capitulo 3 para que você possa comentar...^^

Que bom que achou melhor que o primeiro capitulo ArnoBeiFong.

Obrigado por elogiar a narração, nesse segundo episódio achei que as pessoas iam desgostar da narração já que não teve aquele impeto mais poético como aconteceu no primeiro.

Obrigado a todos por acompanharem.
Tentarei na sexta, amanhã, postar o sexto capitulo e assim no domingo o quarto. Mas dependerá da boa vontade do meu pc.
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Adrian

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MensagemAssunto: Re: Descobrindo o Amor   Sex Jun 12, 2009 10:55 pm

Capitulo 3
A Descoberta do Desconhecido:
Laços Criados pelo Perfume de Cleópatra


Incrível como coragem e medo andam juntos todo o tempo, mas normalmente não tomam conhecimento uma da outra. Uma sempre tomando o lugar da outra, fazendo seus donos, em frações de segundos, irem ao inferno ou irem ao paraíso.

Tomado pelo temor das conseqüências de suas ações, jovens aventuram-se rumo ao desconhecido todos os dias. Ao encontrarem a coragem para agirem, mas ainda mantendo o medo e incertezas, é gerado misto de sentimentos não descrito pelo homem. A descoberta do que era desconhecido.

Julia. Romeu. De forma semelhante realizaram o encontro mais intenso que suas pequenas vidas já haviam tido até então. Sentimentos revelaram-se ao choque das duas linhas. Mas, se é desconhecido, eles tem idéia do que estão sentindo? Podem conseguir entender o que aconteceu na quadra? Alguém realmente poderia dizer o que aconteceu na quadra?

Nem Julia. Nem Romeu. Ambos apesar de relatarem os fatos a seus amigos mais próximos, não conseguiam dizer ao certo o que foi tudo aquilo. O que os levou a confiar um no outro.

Naquele dia as coisas foram difíceis no colégio. Ninguém encontrava o culpado pelo ato de pura obscenidade. Um jovem não deveria exibir suas partes intimas daquela forma, ainda mais para o publico feminino, ainda mais enquanto o inspetor Silva ainda fosse o “Inspetor”. Ele caçaria e encontraria o dono da bunda branca custasse o que custasse. Mas, estava longe de descobrir o culpado por ter caído na armação que Diego havia preparado. Todo o quarto foi organizado para parecer que realmente haviam ficado a dormir até o momento em que os apitos e a gritaria tomavam conta do colégio. E como as únicas garotas que haviam visto Donavan e Romeu em sua fuga, ajudaram-nos, eles estavam livres daquela situação.

- Oh! Romeu! Romeu! Tu és Romeu o mais sagaz dos homens, que invadira a ala feminina e conhecera duas garotas de uma única vez. Mas, oh, Romeu! Romeu! Tu és o mais galanteador e sedutor doas homens. Conquistara a confiança delas, fazendo com que elas o ajudassem na fuga. - Diego estava gozar do amigo, ele havia se safado de uma grande encrenca.

- Sabe, até que gostei de mostrar o bundão. Ouvi coisas bem interessantes desse meu lado que poucos conhecem. Miguel se gabava pela coragem do ato que ele fez.

- Vou para o refeitório. Vou ver o que as pessoas estão falando sobre o incidente. - Diz Gustavo que saia do quarto em meio às brincadeiras dos amigos. Não demorou muito até Miguel olhar o relógio e perceber que já era hora do almoço. Como haviam perdido o café da manhã, ele não perdeu tempo em correr para os corredores, seguido de Diego que apesar de não ser esfomeado, assim como alguns alunos não tomaram café devido ao incidente. Sobrou no quarto a dupla de amigo que havia encarado os perigos de entrar na ala feminina.

- Então, hora do Perfume de Cleópatra. - Diz Donavan pegando o celular.

Romeu fez uma cara de incertezas, mas após todo o esforço para recuperar o número, não o usa-lo parecia à coisa mais tola a se fazer. Donavan discava, mas ao acabar de discar sua mão foi tocada por Romeu.

Os dois se olharam. Apesar de querer um par, e realmente estar disposto a usar o Perfume de Cleópatra, algo atormentava Romeu.

- Aposto que está pensando na Ju! - Ao dizer aquilo Donavan parou e ficou a olhar Romeu que Desviou o rosto com cara de zangado. - Cara, no Baile vocês podem trocar telefone. Afinal, estavam ensaiando a valsa, certo? Mas, apenas isso. Está achando que você vai conseguir encontra-la novamente e convida-la? Não acha que uma garota com a coragem para fazer o que ela fez já deve no mínimo ter um par? Acaso se apaix... - Donavan parou de falar de repente.

- Alô? - A voz vinha do celular. Uma voz metalizada deixava até certo temor para quem escutava. Após alguns segundos chamando a ligação havia sido atendida.

Donavan encarou o amigo mais uma vez. Se ele desligasse o celular não forneceria mais o número ao amigo. Da mesma forma que sabia que a pessoa do outro lado da linha não mais atenderia a ligação daquele celular.

O jogo de olhares entre os dois parou e Romeu deixou que Donavan falasse.

- Alô! Preciso de um par para o baile. Uma garota talvez de 12 ou 13 anos, mais velha levantaria suspeita. - Donavan foi direto ao dizer. Parecia conhecer bem o esquema.

- Primeiro identificar usuário. Caso usuário novo, por favor informar forma que conseguiu o número. Mas, já adianto que como o baile é amanhã, é improvável lhe conseguir um par. - A voz do outro lado não parecia alterada ou tão pouco debochada. Firme passava as informações como se fosse o procedimento padrão.

Romeu podia escutar a conversa com perfeição. Se não tivesse escutado o Alô, e se não tivesse uma adaptação da fala ao informar sobre o baile ser amanhã, Romeu acreditaria que se tratava de uma gravação.

- Como assim improvável? Achei que criavam possibilidades. -

- Infelizmente já não temos nenhuma garota disponível. Com o baile sendo amanhã, é pouco provável que encontremos alguém. Criamos possibilidades, não semeamos falsas esperanças. - A voz era realmente metalizada, era uma forma de ninguém reconhecer a voz. Dava certo arrepio a quem escutava. - Mas não desconverse. Informe usuário que está falando ou informe quem lhe passou o número. - A voz não demonstrava muita alteração de humor o que deixava Romeu com uma sensação de impessoalidade.

- Certo! Certo! Desculpe! - Donavan parou por alguns segundos. Ele estava tão empolgado com o que havia ocorrido pela manhã que não se lembrava de seguir os procedimentos. - Sou Donavan. Mas estou querendo par para um novo usuário. Ele está ao meu lado. Seu nome é Romeu. Ele só precisa... - Donavan parou de falar pois fora atropelado pela voz metálica.

- Um momento! Você disse Romeu? O cara que foi a quadra durante a aula feminina? - A voz não perdeu seu efeito metálico, mas pela primeira vez mostrava algum tom diferente.

Se você não sente uma mudança de tom, mesmo nas falas mais agressivas ou mesmo impiedosas, você realmente tem como saber o que a pessoa esta querendo dizer? Se a entonação não existe, você realmente pode saber se a pessoa fala a verdade? Romeu todo momento não entedia o que estava acontecendo. Era quase um Robô falando do outro lado. Frio, sem emoções, apenas passando informações secas e diretas. Apesar de usar palavras que normalmente seriam usadas para exprimir algum sentimento, Romeu não conseguia identificar isso até o momento em que seu nome foi citado. A voz parecia tinha um misto de preocupação com satisfação. Donavan e Romeu não sabiam o que estava acontecendo ali, mas haviam percebido a mesma coisa. A voz do Perfume de Cleópatra ganhou vida.

=-=-=-=

- Eu não quero um par desta forma. Ainda mais que eles não parecem nem se importar com as pessoas que ligam para eles. Você viu a forma fria com que falaram? Como uma agência de encontros pode agir de forma tão fria? Eu não vou! - Julia brigava com Gina aponto de dar-lhes algumas almofadadas. A menina estava revoltada com a situação. Seu rosto estava vermelho e seus olhos demonstravam grande irritação.

Após a situação na quadra todas as aulas foram suspensas e as meninas da turma de Gina e Julia foram reunidas para que fossem colhidas informações do incidente. Nenhuma informação de relevância foi encontrada. Afinal, as meninas haviam sido apenas telespectadoras. O inspetor queria uma caça a quem havia sido a primeira a ir para o lado de fora, mas a professora daquela aula achava que as meninas eram completamente vitimas, desta forma não havia muito a se retirar delas.

Julia então narrou tudo para Gina em seu quarto. Do momento que acordou feliz, se viu sozinha na quadra escura e encontrou o jovem de nome desconhecido que apenas tinha a identificação por Ro.

Gina riu muito com a situação e estava bem animada. A história era genuinamente uma aventura romântica. Claro uma aventura romântica sem romance. Não havia uma garota que não ficasse empolgada ao escutar aquela história.

Em meio a empolgação Gina pegou seu celular, deixando o no viva voz e fez um pedido para o Perfume de Cleópatra. Julia não entedia. Não imaginava que a amiga conhecesse, e pela desenvoltura rápida com que ela falava com a voz fria que vinha do outro lado, ela percebia que a amiga usava já algum tempo aquela misteriosa organização. Em meio a aquela situação, Julia só veio a perceber que o par para o baile era para ela quando Gina falou o nome Julia.

Julia havia ficado apenas escutando a tudo, não havia percebido o que realmente estava acontecendo. Muito menos se lembrou de que Gina já possuía um par para o baile. Ela realmente havia ficado surpresa com o conhecimento de Gina sobre o Perfume.

- Eu não vou! - Berrava Julia indo para sua cama, afastando-se furiosamente da amiga.

- Perfume de Cleópatra é uma agência de encontros aqui do colégio. È organizada por alunos e promove encontros entre os que desejam conversar, entre outras coisas, com pessoas da outra ala, desde que tenham coragem de se arriscar, claro. Mas eles funcionam mais é na época do baile, uma vez que nem todos têm irmãos ou irmãs, parentes ou pais com amigos doidos para que os filhos tenham alguém em suas vidas. - Gina começou a falar com calma e pausadamente. Foi se aproximando da amiga tentando encontrar a forma certa de falar as coisas.

Julia não disse anda, virou-se para com canto abraçando-se no travesseiro ficando de costas para amiga.

- Por acaso se apaixonou pelo tal Ro lá do incidente, ou mesmo pelo amigo dele? - Gina mandou-lhe uma pergunta à queima roupa. Ela sabia que não ia conseguir fazer a amiga se acalmar, então resolveu provoca-la, seria o melhor caminho para convencê-la.

Gina queria que a amiga fosse ao baile. Para qualquer pessoa ir a um baile sozinho deveria ser terrível, e para Gina não seria diferente. Ainda mais que Gina sabia a visão bonita que Julia tinha de seu baile. Conhecia o sonho que ela nutria por tal momento. Como Gina poderia saber de tanto e não fazer nada?

- Eu? Está louca! - Julia virou-se para a amiga com os olhos arregalados. Sua voz de irritação passou para um espanto e frustração.

Gina sorriu por alguns instantes. Ela tinha conseguido. Mas, mais do que isso tinha a confirmação. Talvez a própria Julia ainda não percebia tal coisa, e talvez ninguém percebesse realmente. Mas, não havia ninguém além de Gina que poderia ler Julia como Gina lia. Mas, naquele momento não era hora para Gina ler Julia, era hora de convencer a amiga a não desistir de seu sonho, não importasse que tipo de artimanha tivesse que usar.

- Ah! Fale a verdade! Quer ir sozinha para ver se não o encontra, não é? - Gina ainda sorrindo sentou-se ao lado da amiga cutucando-a.

- Para de bobeira Gina. Como eu poderia me apaixonar só vendo uma pessoa... - A menina corou desviando o rosto da amiga.

- Se pensa assim, acha que vai ver ele de novo? E se ele nem for do nosso ano? E se ele já tiver um par e só buscava o papel por outro amigo? E se ele nem for ao baile? Mesmo que veja o de novo, acha que depois do baile vai vê-lo, ou mesmo antes? Você tem dois dias apenas.Pensa que realmente em dois dias, nem duas noites, apenas uma. Em uma noite, com um pouco mais de 24 horas, você descobrira tudo. Acha que alguém vai vir até você, e vocês descobriram tudo um do outro, assim como sei de você e você de mim, tão rápido? - Gina foi andando intimidando a amiga com varias perguntas.

- Não fala assim. - Julia ficou a ponto de chorar. Seus olhos encheram-se de lagrimas. Sua face ganhou um tom melancólico. Sua voz estava tremula.

- Não Julinha... Não vai acontecer nada disso. Mesmo que veja este garoto de novo, será por um pouco mais de três horas de baile e nada mais. E você estará acompanhada de seu par conquistado graças aos agentes da Perfume de Cleópatra. - Gina foi até amiga abraçando. Ela não chegou a deixar as lágrimas da amiga rolar, ela não queria brigar com ela. Até porque era nítido que já havia conseguido o que queria, convencer a amiga a ir ao baile com um par que ela havia acabado de arrumar.

A noite chegou de forma rápida. A escola a noite era aquele local silencioso e escuro. Alguns até poderiam dizer quieto e imóvel, mas apenas aqueles que não conheciam não tinham o conhecimento sobre o mistério, ou naquela noite, não tinham encontros marcados.

Movimentos furtivos e ligeiros. Olhos aguçados e velozes. Roupas escuras. Havia uma movimentação no colégio que parecia que estava acontecendo uma caça ao tesouro. Tantos indo e vindo em tempos alternados que era difícil acreditar que ninguém encontrava ninguém acidentalmente.

Faltava vinte para meia noite quando os olhos Romeu se arregalaram na cama. Ele apenas com um movimento suave girou a cabeça conferindo que nenhum de seus amigos estava acordado. Debruçou-s na cama em busca de algo que estava em baixo dela. Uma grande mochila foi puxada para cima da cama. Ele saiu rapidamente dela e encobriu a mochila com o lençol.

Olhando, pareci que alguém dormia tranqüilamente na cama. Romeu demorou em imaginar como faria para ninguém sentir sua falta. Pensou em várias possibilidades, mas a mochila realmente estava caindo-lhe como uma luva. Tratava-se de uma mochila de viagens, ou acampamentos, grande, então chegava a ter o seu tamanho, caso estivesse encolhido.

Percebendo que a hora avançava Romeu saiu rapidamente do seu quarto, encostando a porta e ganhando os corredores. De posse de uma lanterna, a qual ele não a acendia caminhou para o portão principal do seu prédio, tomando o cuidado d sempre verificar se alguém estava no caminho.

- Só pode ser sacanagem! - Romeu parou incrédulo diante o portão.

A visão do portão fechado mostrava claramente que ele teria que passar por cima, onde havia um espaço antes de chegar ao teto. O portão tinha três metros de altura, de cor cinza e grossas barras.

Romeu se atrapalhou todo para se vestir. Tinha de usar uma roupa escura para que pudesse se mover sorrateiramente, mas precisava de uma roupa elegante para encontrar com seu par, mas precisava de uma roupa que pudesse se dizer que ele estava a dormir e apenas havia levantado por qualquer razão que ele mesmo inventaria na hora. Assim havia sido orientado. Mas, a orientação dizia que ele passaria pela área do portão principal e que ele identificaria por onde e como passar. Romeu já começava sua escolada, chegando quase à metade, olhou para traz um pouco assustado.

- E Se alguém me vê subindo este portão? -

O medo tomou conta. Mas acabou fazendo percurso assim mesmo. Seu coração muito palpitava e parecia querer sair pela boca.
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MensagemAssunto: Re: Descobrindo o Amor   Sex Jun 12, 2009 11:08 pm

Romeu adentrou a quadra com uma lanterna e foi sentar-se nas arquibancadas para esperar. Uns vinte minutos se passaram até que finalmente escutara um barulho vindo da porta das meninas.

“ Que bom! Já estava achando que eu tinha dado azar ou minha falta de vontade havia me dado uma mão...” Ele se aproximou do meio da quadra ao mesmo passo que a lanterna de sua misteriosa acompanhante. Antes piscou a lanterna duas vezes assim que viu a outra. E assim a outra lanterna o fez. O Sinal estava dado, era como olhos a piscarem um para o outro.

Romeu se aproximou lentamente do centro, ele estava um pouco nervoso, nem sabia por onde começar, o que dizer, ou mesmo o que fazer.

“ Meu Deus... Sempre achei que no primeiro encontro saberia o que dizer... Escutei tantas histórias para chegar aqui e... Não posso dar uma de pateta.” Romeu respirou fundo esperando que o foco da outra lanterna se aproximasse mais.

Logo os dois focos de luz estavam juntos. Romeu não sabia como iluminar a si nem a sua companhia, ele procurava uma posição para a lanterna e logo resolveu estender o braço para cima e por a lanterna como fosse realmente uma lâmpada de um poste.

- Oh... Ro? – A voz feminina e até conhecida para Romeu exclamou surpresa.

Romeu viu fios de cabelos dourados se iluminarem e ganharem brilho assim com um rosto angelical surgir após ganhar a luz da lanterna.

- Ju? - Romeu exclamou não acreditando. Ambos surpresos ficaram se olhando sem saber o que fazer. Perceberam que o outro havia escutado ao menos a primeira silaba do seu nome.

=-=-=-=

Já marcava 23:40 quando o relógio iniciou seu alarme. O alarme não soou muito, fora abafado e logo interrompido por sua dona.

Olhando pelo quarto, e ajeitando seus cabelos rosados, Gina rapidamente saiu de seu quarto. Ela andava meio atrapalhada pelos corredores de forma sonolenta. Estava abraçada ao lençol e parecia dirigir-se ao banheiro. O lençol parecia grande, estava todo embolado e para quem olhasse pareceria ter um nó. Um andar calmo e lento em meio à escuridão. Não parecia estar tentando se esconder.

Com certeza, quem a olhasse diria que ela se arrastava para chegar ao banheiro. Certamente não era uma vontade muito grande de ir, ou estaria a passos mais largos. Talvez, pela escuridão os passos fossem menores. Mas definitivamente, passos pequenos e nos trajes de dormir, ninguém diria que a menina estaria indo se encontrar com alguém.

Parando meio que de frente para o banheiro ela pareceu esperar para ter certeza de que ninguém estaria nele, e acabou por entrar em outra porta, que dava acesso aos chuveiros. Sem acender as luzes ela chegou rápido ao fundo do quarto de banho. Havia uma pequena passagem, por onde jogavam as roupas para irem direto para a lavanderia. Ela a abriu e deixou seu lençol cair no chão.

Sua lentidão e sonolência deram lugar a uma menina ativa que parecia saber bem o que estava fazendo. Não era um lençol que havia caído no chão, mas sim, um emaranhado. Vários lençóis amarrados uns nos outros. Ela a amarrou em um cano e jogou a corda de panos para dentro da passagem. Parou alguns segundos olhando para a entrada. Estava a porta aberta. Ela correu até lá e a encostou. Voltando testou a resistência dos nós e se jogou para dentro da passagem de roupa suja.

Ela deslizou apenas acompanhando a corda e caiu em um amontoado de roupas a serem lavadas, dentro da lavanderia.

Colégio interno com alas ferrenhamente divididas era para ser um local onde as divisões fossem menos inseguras. A lavanderia possuía duas portas. Uma que dava na quadra e uma entrada principal que dava no pátio, quase que de frente para o prédio da diretoria. Mas, possuía duas entradas de roupa, que saiam uma da ala feminina e outra da ala masculina. Essas entradas, só para roupas sujas, também serviam de rota para os aventureiros locomoverem-se para os seus encontros clandestinos.

Gina viu em sua frente uma mão estendida. Ela sorriu inicialmente, aceitou a ajuda para se livrar do bolo de roupas e logo que vira a pessoa inclinada para puxá-la, puxou-a com força para cair nas roupas. Gina saltou rapidamente e iniciou uma seqüência de chutes e socos contra o amontoado.

- Eu juro que vou partir sua cara seu traidor. - A garota não parava de atacar a pessoa que havia jogado nas roupas. - E continue sem gritar mesmo, ou além de mim os agentes do Perfume de Cleópatra também irão querer um pedaço seu. -

Um vestido voou contra o rosto de Gina. Sem conseguir ver a menina caiu sobre as roupas e foi imobilizada por sua vitima.

- Garota idiota. Eu não sei do que você está falando, mas já falei que não aturo suas TPM’s. - Donavan, que finalmente havia conseguido ganhar domínio sobre a situação, estava debruçado sobre a menina, impedindo que ela continuasse a tentar acertá-lo. Assim que caiu Donavan começou a jogar as roupas para cima, desta forma elas amorteciam e protegiam-no doas ataques desgovernados de Gina.

- Por sua culpa a Julia está gostando do seu amigo Romeu. - Diz ela olhando zangada para ele. A menina não fazia a menor menção em se desfazer da imobilização. Apenas fica olhando com caras de poucos amigos. Donavan sabia se soltasse a maluca ia continuar atacando.

- Julia? Ju de Julia. - Donavan parou perplexo e saltou a menina, mas não antes de garantir que conseguiria chegar para traz em segurança. - Então aquela é a Julia. - Donavan realmente parecia surpreso com a revelação. Seu espanto era grande o suficiente para que Gina percebesse que o jovem não identificará mesmo.

Gina e Donavan havia se conhecido há dois anos atrás por meio do Perfume de Cleópatra. Ambos na época já haviam tido dois outros encontros. Inicialmente eles eram novos demais, até mesmo para entender o que era um encontro, mas como achavam o perigo muito legal, acabaram aventurando-se. Após algum tempo de encontros, apesar de não namorarem, resolveram se ver uma vez por semana. Depois de Romeu e Julia ambos eram os melhores amigos um do outro.

Romeu e Julia eram extremamente conhecidos. Afinal, Romeu e Donavan eram os parceiros para as pequenas aventuras e traquinagens. Gina já era a companhia constante de Julia. Era difícil não falar dos dois. Mas, nunca levaram se quer uma foto para identificar como era o famoso amigo.

Pelo relato de Julia e por ver Donavan com Romeu, a menina identificou rapidamente, mesmo sem um nome, que aquele se tratava de Romeu. Ela não tinha dúvidas de que Donavan tinha culpa do rapaz estar lá, pois de tanto ouvir falar dele, sabia que ele por si só não se meteria naquela situação. Porém, Donavan não conseguiu ligar a menina loirinha a Gina. Se quer passou pela sua cabeça que a menina poderia ser a Julia.

Os dois já estavam sentados a conversar. Donavan já entendendo a irritação da amiga, e por outro lado Gina entendendo que Donavan não imaginava que aquilo iria acontecer. Ninguém na verdade poderia adivinhar que Romeu entraria na quadra e conheceria justamente a menina loirinha de nome Julia e que do pequeno encontro surgiria tanta cumplicidade.

- Ela não admitiu, mas eu conheço a Ju. Ela ficou mexida por conhecer Romeu. Mais do que isso, ela gostou de conhecê-lo e quer vê-lo de novo. - Gina olhava irritada para baixo. Estavam ambos sentados sob uma das maquinas de levar, e balançavam o pé em um ritmo suave alternando-se com um mais veloz, mostrando certo nervosismo. Gina pela situação e Donavan pela situação que criara.

- Bom... Sei que não é o que quer ouvir. Mas, Romeu gostou de conhecê-la também. Se ele ficou mexido eu não sei dizer. Se ficou nem ele mesmo sabe disso ainda. Ele nunca esteve com ninguém. - Comentava Donavan que tentava tranqüilizar um pouco a amiga, mesmo sem saber muito como fazer. - Mas fique tranqüila. Eu mesmo dei um jeito nisso sem saber. Liguei para o Perfume de Cleópatra e arrumei um par para ele logo após a confusão. Neste momento Romeu está na quadra conhecendo seu para o baile. -
Donavan levou um murro que o fez cair da maquina. Olhou assustado sem entender e viu Gina começando a se desesperar.

- Mas... Não diga que também fez o mesmo com Julia... Ela está na quadra também? - Donavan ficou com os olhos arregalados.

- Melhor eu ir para o quarto esperar Julia voltar. Espero sinceramente que seja coincidência ou de tudo errado lá. - Gina se debruçou na passagem de roupa suja que dava para sua ala e começou a escalar de volta.

Donavan quis falar para a amiga que a essa hora, Julia e Romeu já deveriam estar de volta aos dormitórios. Mas, preferiu fazer como ela e iniciar a escalda de volta ao seu dormitório.
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MensagemAssunto: Re: Descobrindo o Amor   Sex Jun 12, 2009 11:15 pm

Julia e Romeu trocaram algumas poucas palavras. A surpresa de encontrarem-se ali, quando na verdade tinham certeza de que talvez só viessem a se ver na noite seguinte, era grande. Ficava nítido para ambos que estavam surpresos, mas felizes.

De forma misteriosa, e cada qual em seu intimo, questionava-se se não havia desejado que seu par fosse a pessoa que estava na sua frente. Como poderia não ser isso? Acreditar que o destino estava a pregar uma peça, sendo que ambos de alguma forma tinham a vontade de rever o outro.

- Então você é do Perfume de Cleópatra? - Os dois juntos indagaram e logo viraram os rostos com vergonha. Era nítido que possuíam a vontade de saber se aquele era um acaso do destino, ou o outro havia ido especialmente para encontrá-lo.

- Perdão pela demora! - Duas vozes vinham contra os dois ali no meio. Uma jovem e um jovem, ambos de cabelos lisos e pretos chegaram correndo e pararam junto a Romeu e Julia.

Os dois olharam sem entender, e ficaram olhando por algum tempo as duas novas pessoas que apareceram. Trocavam olhares em alguns instantes, sem saber ao certo se eram para ficarem assustados. Não era para ter mais ninguém na quadra.

De certo se não estivessem tão concentrados um no outro, eles teriam se assustado, mas só foram perceber a presença dos dois jovens quando estes já estavam junto a eles, e ainda sorriam.

- Atraso? - Julia indagou sem entender. - Quem são vocês? - Continuou a garota sem entender muito bem o que acontecia.

- Desculpem-me. Mas, confundiram os horários e marcaram o mesmo para nós. Não eram para acontecer dois encontros no mesmo lugar e na mesma hora. Quando ele viu Romeu saindo estranhou e foi conferir antes para ver o que acontecia. - Disse uma menina que foi até Romeu o abraçando.

- Quem? Hein? - Romeu ficou todo sem graça pelo abraço e olhou para Julia que desviou o olhar e logo foi abraçada pelo rapaz que aparecera.

Naquele instante Romeu lembrou-se de quando pulava o portão, lembrava bem da sensação de estar sendo vigiado. Pelo menos por alguns instantes, de certo não era o medo que estava sentindo, e sim àquele jovem que estava ali dizendo que era o par de Julia.

- Sabe como é? Isso é segredo, por isso não marcamos nada no mesmo horário... Achamos que era uma armadilha e tivemos que conferir com o pessoal. - Uma pausa e uma risada. - Parece que marcaram os dois no mesmo lugar e na mesma hora. Mas, esqueçam as explicações só podemos ficar aqui mais vinte minutos. - Completo o jovem acompanhante.

- Mas... Então vocês são os acompanhantes? - Pergunta Julia com certa surpresa e desapontamento.

Talvez Julia não ficasse desapontada se todos tivessem chegado juntos, ou só visto Romeu após. Mas, tê-lo como acompanhante para o baile por alguns minutos, fez a idéia não só mexer, mas agradar.

- Sim! E mais uma coisa... - A garota andou até Julia assim como o rapaz andou até Romeu.

- Vocês nunca viram a mim ou a pessoa que vou acompanhar, entendeu? - A pergunta foi idêntica para os dois e eles apenas puderam balançar a cabeça com os olhos arregalados. Julia e Romeu ficaram assustados com aquilo. De repente os misteriosos acompanhantes apareciam e se mostravam bem ameaçadores. O de Julia para com Romeu e a de Romeu para com Julia.

Logo cada acompanhante pegou a pessoa que ia acompanhar e fora para uma arquibancada oposta cada. Começaram a conversar sobre eles.

O Destino estava a querer brincar com os dois? Ou talvez as coincidências e a vontade oculta de se verem era que os ajudava? Oculta vontade, pois nenhum ainda admitia até então que queria saber mais sobre o outro. Apesar de naquele momento, um deles já estava tendendo a admitir. A surpresa agradável de rever a pessoa. A surpresa Agradável de ir ao baile com ela. O desconforto de perder a pessoa para outra, quando tudo parecia tão belo. Um deles já tinha esse sentimento de que algo estava no seu desagrado.

Mas, diante aos acompanhantes do Perfume, que estacam ali a arriscar-se para acompanhá-los, não se podia fazer muito. Dispensá-los e arriscar que os quatro fossem descobertos era algo que talvez nenhum dos dois pudesse fazer.

Romeu soube que sua acompanhante chamava-se Pamela. Estava para passar para o ultimo ano. E a três já era acompanhante de bailes. Ela adorava aquela emoção de estar na encolha, não poder ser reconhecida. E principalmente ter de mudar o visual constantemente.

- Está tentando ser a Rainha do baile? - Perguntou Romeu surpreso pelo histórico de Bailes que a jovem possuía.

- Ahn?? Isso parece maluquice... Rainha do baile... Parece tão idiota... Isso nunca existiu e nunca vai existir! Como iam eleger a Rainha, por meio de votos? - Pamela era uma garota que também gostava de uma risada, apesar de se preocupar muito com a aparência.

Era algo interessante de se imaginar. Em alguns lugares o título de Rainha do Baile seria algo sonhado e cobiçado por muitas garotas. Mas, para as meninas do internato aquilo não remitia nada, e até mesmo parecia ser algo bobo.

Romeu conversava, mas não se agradava a estar ali. Ele não sentia algo vindo da sua acompanhante, mas sabia ser cavalheiro e jamais faria algo que pudesse desmerecer a garota. Ele tentava se manter longe dela, mas a menina o abraçava a todo o momento.

- Sabe... Eu já havia lhe visto. Acho que quando estava na prova de resistência. Puxa que sorte, você é o mais bonito que já me deram... Será que vamos ficar na troca de favor mesmo... - A menina sorria pra Romeu mostrando um brilho no olhar. Nada vulgar, ou muito atirada. Romeu não percebia isso nela, ela realmente parecia que ficara encantada com ele.

Por certo até Romeu ficaria encantado por ela, se não estivesse a tentar ver o que se passava entre Julia e seu acompanhante, no outro lado da quadra.

- Pode me explicar como isso funciona? No caso do baile, eu sei que as outras turmas têm a chance de vir ao baile, mesmo correndo risco. É um ótimo pagamento... Mas e quem organiza, e no decorrer do ano? - Pergunta Julia.

- Os organizadores passam o poder a cada ano, para aquele que for do ultimo ano. Há membros por todos os anos do colégio. Às vezes rola dinheiro, dependendo da pessoa que liga. Exemplo foi o ano passado ele queria ir ao baile com a mesma garota que ele pediu para conhecer durante o ano. - Ele parou um pouco ponderando o que estava dizendo a Julia. Não era para dizer tanto a respeito. Mas, não viu nenhum problema real em contar aquilo desde que não revelasse os nomes. - Fora difícil conseguí-la. Tivemos um enorme trabalho, então cobramos uma quantia por conta do custo e outros. Mas normalmente funciona como agência de namoros. Onde ganhamos apenas o conhecimento de quem já fez o que, e ficam a dever um favor. Afinal, somos uma fabrica de possibilidades. - Dizia o jovem.

Aquele era Pablo. Ele também já estava no Perfume de Cleópatra, desde quando entrou no colégio. Mas, ir ao baile seria a segunda vez. Ele gostava mais da surdina durante o ano, pois mudar o visual era mais difícil, não podia aparecer para sua família com um corte de cabelo diferente, ou mesmo um cabelo pintado.

Talvez para as meninas realmente fosse mais fácil mudar o visual para não ser reconhecida durante o baile por algum funcionário do colégio, mas para os meninos certamente a mudança de visual era algo difícil. Talvez os diversos estilos de vestidos ajudassem, mas o traje social para os meninos não deixava eles ficarem diferentes.

- Hum... - Julia conversava com Pablo, mas não conseguia parar de pensar que há poucos minutos estava com um par diferente. - Então se não fosse um baile no momento... Ro poderia ser meu par? - Pergunta Julia olhando para a direção deles.

- Ro? Romeu? Creio que sim! Pelo que entendi vocês ligaram na mesma hora, poderia ser uma possibilidade. Mas, como é o baile, os outros anos ficam com prioridades, para não levantarem suspeitas. Afinal como vocês iam se conhecer, né? - Pablo conversava com Julia com sua mão segurando as dela.

Pablo iria comentar que nem chegou a ser verificado se havia mais alguém a fazer pedido. Quando identificaram que Romeu era o jovem que havia ido à quadra para recuperar o número, resolveram o problema dele de acompanhante no mesmo momento. Todos os agentes do Perfume souberam do feito. Mas, não era algo a ser falado. Pablo percebeu a curiosidade da menina no funcionamento do Perfume, por isso resolveu mudar de vez de assunto.

Alguns minutos se passaram, e ambos os casais conversaram bastante. Em especial Romeu e Pámela que já estavam se familiarizando, devido as histórias engraçadas que ambos tinham a contar.

- Ahn? - Pamela que estava de frente par a arquibancada onde o outro casal estava se levantou e saiu correndo puxando o Romeu.

Romeu não entendeu, mas vira que a garota estava assustada, e percebeu apenas que a lanterna havia piscado algumas vezes. Seria esse um código?

- Onde? - Ela chegou quase caindo em cima dos dois. Julia estava assustada olhando para os lados e Romeu nada pode entender até que escutou.

- Senhor diretor... Tenho certeza de que existe uma máfia de encontros no colégio! - A voz de Silva parecia se aproximar da entrada, mas eles puderam escutar a porta da quadra se abrindo.

- Ferrou! - Pablo pegou na mão de Julia e começou a puxá-la para trás das arquibancadas. Pamela e Romeu os seguiram e logo desligaram as lanternas.
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MensagemAssunto: Re: Descobrindo o Amor   Sex Jun 12, 2009 11:43 pm

Capitulo 4
Corações Apaixonados e Amargurados
O Segredo do Perfume de Cleópatra



- Não acredito que ele ande com essa postura toda até de noite. Será que acha ser o dono da escola? - Miguel falava, mas tinha sua boca tampada por Diego que pedia silêncio.

Diego e Miguel quando partiram para o almoço estranharam não terem encontrado Gustavo no refeitório, assim como o amigo disse que faria. Procurando-o, imaginando que poderia estar sendo interrogado pelo inspetor, os amigos o encontraram a conversar com um outro grupo de garotos.

A conversa era baixa é ao pé do ouvido. Eles estavam com um deles estava com um celular e conversava com alguém de forma fria. A pequena reunião acontecia junto ao quarto de banho, onde naquele momento era difícil alguém ir, devido ao desespero de não ficar com os restos.

Diego e Miguel não sabiam do que se tratava, mas puderam escutar falarem Romeu de forma clara.Ambos se esconderam como podiam e ficaram ali a tentar decifrar o que era falado. Não entenderam tudo, mas pegaram a essência enquanto espionavam o amigo e o misterioso grupo. Gustavo e aqueles outros garotos faziam parte do Perfume de Cleópatra.

- Tem que ficar quieto Miguel. Eu quero descobrir o porque de Gustavo fazer parte deste grupo. - Dizia Diego em tom baixo insistindo para o amigo ficar em silêncio.

- Eu não queria vir. Você sabe que não dou a mínima para o que o Gustavo faz. - Dizia Miguel. - Mas, ficar sozinho lá no quarto enquanto todos estão fora seria suicídio. Além do mais não posso deixar de participar dessa incursão em busca dos segredos da organização misteriosa. Que rei eu seria? - Miguel leva um cascudo de Diego para fazê-lo parar de falar.

Os dois amigos seguiam Gustavo pelo colégio. Era noite enquanto a dupla seguia em surdina escondendo-se, Gustavo andava normalmente pelo colégio. Olhar altivo, roupas bem arrumadas. Uma postura certa. Ele nem parecia preocupado em ser visto por alguém. Era uma andar elegante de quem parecia saber o que queria, e acima de tudo não parecia ligar para a escuridão.

Eles já estavam no refeitório, e ali viram Gustavo levantar a tampa da rampa que ia direto para a lata de lixo. Local por onde os alunos jogavam os restos de alimentos. Inicialmente achavam que iam para o lado da quadra. Miguel até animou-se em ver quem era o par de Romeu, afinal ele havia saído antes de Gustavo e até mesmo antes de Donavan. Mas, ver Gustavo direcionar-se ao refeitório foi como um balde água fria em seus planos.

Miguel arregalou os olhos não acreditando no que via. Gustavo entrou e deslizou pela passagem. Ele nem ao menos olhou para os lados para ver se alguém ali estava a observá-lo. Nem ao menos fez cara de nojo. Miguel tinha certeza que o local era imundo. Mais certeza ainda ele tinha daquilo, pois já havia vomitado ali. O próprio Gustavo já havia vomitado naquela passagem.

Miguel ficou tão perplexo que mal viu Diego sair de seu lado. Só percebeu mesmo a ausência do amigo quando viu que ele já estava pronto para deslizar atrás de Gustavo. Miguel balançou a cabeça quando Diego o olhou, mas já era tarde. O amigo deslizou pelo caminho do lixo.

Miguel ficou parado por alguns instantes. Ele não estava com medo, e sim com nojo da situação. Mas, Diego não aceitaria o nojo. E Certamente estariam logo de frente para Gustavo. Gustavo não aceitaria o nojo.

- Eu sabia que deveria ter raspado o prato na janta. - Ele levantou-se correndo e jogou-se pela passagem. Deslizando de olhos fechados sentiu o seu cair no chão do pátio onde Diego o esperava.

Seu abrir de olhos foi lento, mas percebeu que estava limpo. Olhou para frente e percebeu que a lata de lixo estava um pouco mais para frente, e por isso eles não caiam dentro dela.

- O que foi? - Perguntou Diego sem entender.

- Como estamos limpos? - Olhando suas mãos e roupa. - Onde está Gustavo? - Miguel ajeitou-se olhando para os lados a procura do que realmente importava naquele momento.

- Entrou naquela portinha. A cozinha. - Dizia Diego observando com calma.

- Ali não é a cozinha. Eu já fui lá muitas vezes conseguir guloseimas, e garanto-lhe, aquela saleta dá em qualquer parte menos a cozinha. - Miguel ao dizer aquilo teve os olhos de Diego voltados para ele. Questionando o que poderia ser aquilo.

Demoraram um pouco até decidiram sentar e esperar. Foram trinta longos minutos até que viram Gustavo, algumas garotas e outros rapazes saindo e indo cada qual para um canto.

- Soube que se trata de uma espécie de armário onde guardam a papelada antiga do colégio. Só que... - Miguel havia retomado a fala e parou por alguns segundos pensando.

- Só que? - Diego estava de olho para ter certeza de que poderia entrar e que nenhum dos que saíram os veriam. Mas, após trinta minutos de silêncio e espera aquela informação parecia interessante.Mesmo Miguel tendo demorado muito para se lembrar.

- Só que eu sempre achei que aquela saleta era pequena demais para guardar tudo. Pela cozinha me parece ter pouco mais de quatro metros de largura por quatro de comprimento. Acabaram de sair nove pessoas lá de dentro. Impossível conseguirem ficar lá apertado todo esse tempo. - Miguel ao falar aquilo teve apenas uma afirmativa de Diego.

Miguel não estava li apenas para ao ficar sozinho no quarto, ou mesmo saber mais sobre o Perfume de Cleópatra. Ele tinha a curiosidade de saber o que fazia Diego querer ir lá. O amigo parecia muito interessado em saber sobre o Perfume. E aquilo era intrigante.

Sorrateiros eles foram até a porta. Estava trancada como esperavam. Olharam em volta para confirmar que ninguém os vigiava e então Diego sacou um arame e deu para Miguel que sorriu.

Miguel costumava fazer muito aquilo quando estava em casa. Na fazenda onde seus pais viviam constantemente perdiam as chaves pelas lavouras. Não era uma habilidade que ele via como ardilosa ou criminosa. Mas, ele mesmo sabia que não devia fazer em qualquer momento. Em especial naquele momento, era mais uma traquinagem.

Demorou uns cinco minutos, mas a porta se abriu e rapidamente passaram para dentro observando alguns arquivos empoeirados. Não possuíam muita luz, apenas a que vinha das janelas também empoeiradas.

Seguindo as marcas no chão, as pegadas deixadas na poeira, eles descobriram duas passagens, uma que os mandava para cima, e outra que os mandava para baixo. Um alçapão para o teto e um para o subsolo.

- Qual pegamos? - perguntou Diego.

- O debaixo, seus curiosos. Pois lá de cima posso ter vontade jogá-los em queda livre. - Gustavo surgia abrindo a porta e atrás deles, dois outros alunos.

Se havia situações em que alunos saiam no braço nos colégios internos, naquele em especial era raro não ter brigas. Todos os dias era um novo conflito. As vezes que muitos sabiam e a repercussão era grande. Outras vezes a escuridão da noite protegia o combate e o derrotado.

Aquela era a situação em que uma luta ferrenha aconteceria. Principalmente porque Diego e Miguel eram audazes, e jamais se renderiam. Mas, estranhamente nenhum dos dois sabia ao certo se deviam lutar.

- O presidente deu uma ordem. Obedeçam que poderão sair ilesos. - Disse um dos jovens entrando e fechando a porta. O outro jovem ficou do lado de fora. Nitidamente ele fechou aporta lá por fora. Do lado de dentro aquele que havia falado encostou-se na porta.

Miguel arregalou os olhos não acreditando no que escutava. Presidente. Gustavo era o presidente do Perfume de Cleópatra. Ele olhou para Diego que não esboçou reação. Parecia que o mesmo não achava aquilo grande coisa ou mesmo estava dando importância. Na verdade Diego já sabia.

Gustavo caminhou por eles e desceu pelo alçapão sem dizer nada. Miguel e Diego ficaram se olhando sem saber o que deveriam fazer. Agora era um bom momento de fuga. Poderiam abater o rapaz da porta. Fechar o alçapão, e fugir para o teto. Certamente lá em cima encontrariam um jeito de fugir. Afinal o prédio era da cozinha, e Miguel entendia bem daquele prédio.

Miguel já até imaginava indo pela ventilação e logo após usando as janelas como degraus. Mas, Diego entrou pelo alçapão.

- Que vida! - Exclamou Miguel.

Lá eles viram uma porção de arquivos espalhados. Pelo chão em pastas. Sentaram-se e até foliaram alguns. Não se tratavam de documentos da escola, apesar de serem documentações sobre os alunos do colégio. Tratava-se de documentação dos alunos que usavam o Perfume de Cleópatra.

- Ora, ora! Se não é o segundo candidato. - Comentou Gustavo.

O comentário fora tão esquisito para Miguel que só conseguiu entender ao olhar Diego balançando a cabeça.

A conversa rumava por Gustavo interrogar o que estavam querendo. Mas, Miguel e Diego nada respondiam. Miguel sentia que a coisa não era com ele e sim entre Diego e Gustavo. Tanto que Gustavo nem olhava para o jovem rei sem majestade, apenas encarava a Diego.Inicialmente ficara incomodado, mas Miguel resolveu se distrair com os arquivos espalhados.

Era realmente um jovem bem desajustado. Naquela situação era para ficar nervoso, mas sua percepção de que Gustavo e Diego tinham contas pendentes, lhe fez despreocupar-se com o fato de ter sido pego pelos agentes do Perfume, e que naquele momento estava li contra sua vontade.

Miguel nem se deu conta de que Gustavo fizera novas perguntas, mas que Diego continuava sem responder. A mesma pergunta do inicio fora repetida em sinal de deboche. Apesar de não ser bem a pergunta, mas uma afirmação. Aquilo causou em Miguel uma certa fúria.

- Afinal que história é essa de segundo candidato? - Questionou Miguel confuso.

A tensão ali dentro era grande. Havia canos de água e gás passando ali por baixo. Havia iluminação elétrica, mas o pó tomava conta. As folhas espalhadas davam um ar um pouco sujo, mas era espaçoso. Gustavo mantinha sua pose de superioridade. Miguel mostrava-se sem entender. Diego continuava a encarar Gustavo.

- Vou contar a história completa. Sei que fora isso que vieram procurar. - Dizia Gustavo sentando-se.

- Realmente é isso que vim fazer. Jamais conseguiria sair dessa escola sem saber tudo sobre isso, e muito menos sem saber porque você foi escolhido e não eu. - Diego encarou Gustavo ignorando Miguel. Mas, Diego levou um murro de Miguel que o fez cair no chão.

- Seu ordinário! - Miguel irritou-se. Seu grito fora alto, mas Gustavo não fez menção em conter. Diego olhou-o e não pode reagir ao ver Miguel com uma pasta na mão.

- Usuário Diego. 15 encontros. Candidato à presidência para seu ultimo ano. O mais indicado dos usuários. - Miguel em meio aquela bagunça identificou uma pasta com o nome completo do Amigo.

Não era preciso dizer mais nada. Para Miguel, Diego estava atrás de uma vingança particular. Aparentemente ele realmente esperava ser o presidente daquilo. Mas, Gustavo havia tomado seu lugar.

- Miguel... Isso não é da sua conta. - O rapaz se levantava, mas fora jogado no chão novamente pelo rei sem majestade que dessa vez o lançava contra a parede.

- Somos cinco amigos. Segredos existem, mas não o de vingança entre agente. Me fez arriscar meu pescoço só para saber o porque não foi presidente do Perfume?- Dizia Miguel que teve seu ombro tocado pela mão de Gustavo.

Miguel olhou sem entender e Gustavo fez um gesto para que ele se sentasse e calasse. Como sempre Miguel era uma explosão, e estava a perder tempo. Eles não tinham a noite toda.

- Não é vingança. Eu era a escolha de todos os agentes, faltava apenas que a presidente atual me desse o poder, mas ela escolheu Gustavo do nada. Eu não sabia de nada e nunca me importei com isso até conhecer a sua companhia para o baile Gustavo. Ela fora a presidente do ano passado. Foi ai que percebi, que talvez ela tenha te dado a presidência, mesmo sem merecê-la. Ela pode ter posto em risco a esperança e a chance de muitos alunos. - Diz Diego parando alguns instantes. - A maior prova que tudo pode ser posto em perigo é terem dado a Romeu um par de imediato. - Completou Diego sentando-se sem olhar os dois.

Diego estava transtornado realmente. Ele não entendia muito bem o porque, mas ter sido trocado por outro era revoltante e deprimente no inicio. Ele fora deixando aquilo de lado, afinal ainda podia usar o Perfume livremente. Mas, ao ter visto a acompanhante de Gustavo tudo voltou à tona. Ela era linda. Diego sabia que ela era do Perfume. Então começou a se questionar o que estaria acontecendo. E na hora do almoço teve a resposta inicial. Gustavo era do Perfume. E ele tinha certeza que Gustavo havia composto a equipe naquele ano somente, pois Diego conhecia os outros.

Gustavo respirou fundo. Ele tentaria explicar o funcionamento do Perfume de Cleópatra do seu inicio, para que Miguel não ficasse perdido.

- A primeira regra é que o agente protege o usuário. Não importa a situação. Em caso de risco o agente ajuda na fuga do usuário e só então pensa em si. Caso for pego assume responsabilidade de tudo e nada fala sobre o Perfume. Caso o usuário também seja pego, assume responsabilidade de tudo, minimizando ao máximo a situação do usuário. Aceitando até mesmo a expulsão caso for necessário. - Gustavo disse isso e começou a procurar uma pasta por ali.

Miguel ao escutar aquilo se arrepiou. Ele tinha certeza de que nunca faria uma coisa daquelas, nunca seria expulso por causa de um encontro. Ele tinha certeza de que não servia para agente. E duvidava que qualquer um dos seus outros quatro companheiros de quarto o faria.

- A segunda regra. O Perfume jamais será revelado a outra pessoa. Funcionário algum, adulto algum deve saber do Perfume. Usuário e agentes tem voto de silêncio. O Agente protege o perfume assumindo a responsabilidade a qualquer custo, nunca falando sobre ele ao ser pego. Usuário nunca fala sobre ele, caso fale ao ser pego, será expulso do colégio. - Gustavo parou encontrando o que procurava. Mas, Miguel já tinha uma pergunta pronta para ser feita.

Diego escutava tudo atentamente, sabia que Gustavo não deixaria dúvidas em suas falas. Bastava esperar e as dúvidas seriam sanadas, mesmo que não levantada. Mas, Miguel era desajustado e impaciente.

- Sei o que quer perguntar. Nós armaríamos para expulsá-lo. Nenhum usuário delator vive nesse colégio desde o Caso Ben. - Gustavo estendeu a ficha para os dois amigos.

Os dois observaram o nome, Benjamin Silva. Um encontro. Dois pedidos de encontro.
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MensagemAssunto: Re: Descobrindo o Amor   Sex Jun 12, 2009 11:47 pm

- Este infeliz! - Uma pausa por Gustavo fora feita, pois começou a ficar irritado. - Em seu primeiro ano, ele não tinha amigos, todos caçoavam dele e etc. O presidente ficou apiedado dele e lhe deu o numero do Perfume de Cleópatra. Afinal como já sabem, Somos criadores de Possibilidades, e o que aquele garoto precisava era da possibilidade de sair da solidão. - Gustavo parou pegando o arquivo de volta. - Encontro marcado, mas ao invés de curtir o encontro, que era com uma das agentes mais amigáveis, ele traiu o Perfume. Avisou ao inspetor e diretor da época e a agente fora pega. - Dizia Gustavo.

Miguel estava abismado com aquilo. Diego por sua vez não conseguia manter a compostura. Realmente ficou chocado com aquilo. Um aluno, mesmo não sendo bem tratado pelos demais, ao ter uma mão estendida ao invés de se encher de esperança, morde-a como um cão vira-lata. Os dois tinham um nó na garganta com aquilo. Os alunos se traindo era impiedoso dentro de um internato.

- O presidente soube do ocorrido logo pela manhã. A agente era pressionada a ter em sua ficha mais do que uma simples expulsão. Não havia como naquele momento proteger o Perfume. Diretor e inspetor sabiam. Tinham um aluno como testemunha e prova. Tinham até o nome da organização, Perfume de Cleópatra. - Gustavo parou por alguns instantes e encarou Diego. - O que você faria como presidente? O que você faria no lugar do presidente daquela época? -

A pergunta surpreendeu Diego. A mente dele rodou e girou sentindo-se até tonto. Miguel procurou uma resposta para aquela situação e logo entendia que aquele era o teste pelo qual Diego não passaria. Por isso ele não era o presidente, pois não saberia resolver aquele problema. Miguel gelou-se por inteiro. Gustavo balançou a cabeça em afirmativo.

- Não tem o que se fazer. Estava tudo exposto. Mas para estar funcionando até hoje... - Diego parou incrédulo e olhou em sua volta. Lembrou da postura do amigo enquanto andava pelo colégio durante a noite. Lembrou que a rampa da lixeira da comida estava completamente limpa quando eles passaram. Eles estavam com arquivos do Perfume de Cleópatra dentro dos Arquivos do colégio.

A verdade era derradeira para Diego. E aquilo ele nunca poderia imaginar.

- Fizeram um acordo? A escola permite o Perfume de Cleópatra? - Diego estava tão chocado com sua conclusão que não conseguia afirmar nada. Miguel que nem de perto havia chegado naquele pensamento arregalou os olhos entendendo onde Diego havia chegado.

Gustavo sorriu e soltou uma gargalhada. Ele chegou a cair no chão rindo daquilo. Miguel e Diego não entendiam.

- Terceira regra. Em caso de exposição do Perfume de Cleópatra, o presidente se entrega como único culpado. E as atividades daquele ano cessam funcionando apenas para o baile. Em outras palavras, o presidente se sacrifica pelo Perfume. - Gustavo parou suas risadas e ficou sério e flou aquilo de uma única vez.

Diego e Miguel engoliram um seco. Diego tinha certeza que jamais faria aquilo. Assumir a culpa por tudo sozinho. Mas, não acreditava ao mesmo tempo em que Gustavo o faria. E agora sua cabeça eram apenas dúvidas. Afinal, eram papéis espalhados na cara de quem quisesse ver.

- O presidente invadiu a sala do diretor na época. Assumiu total responsabilidade, e afirmou que não existia perfume. Ele marcava alunos encontros entre os amigos. E que o Pequeno Bem havia entendido errado. Perfume de Cleópatra não era o nome de organização alguma. - Gustavo parou estendendo um livro de história e estendeu junto um pedaço de papel onde havia escrito numero de telefone e o nome Perfume de Cleópatra, exatamente como o de Donavan.

- Página 77. Ela esta recortada. Veja que o papel encaixa-se perfeitamente. O texto também. - Demonstrou Gustavo.

Aquele que havia criado o Perfume de Cleópatra havia sido astuto. Criou uma Forma de protegê-lo, provando que um possível delator, ou funcionário que capturasse o papel, estavam enganados e que Perfume de Cleópatra não existia. Havia um texto no livro que dizia que Muitos eram seduzidos no Egito por uma jovem mulher. Acreditavam que se tratava de um feitiço, um encanto. Que tal sedução acontecia por intermédio do Perfume de Cleópatra.

Recortando apenas essa parte final, e colocando o numero, ali estava a desculpa perfeita, que o nome não tinha nada haver com o número.

- Desta forma. O Presidente aliviou a barra da agente e ninguém acreditou no Bem Silva. O presidente, sabendo que corria m perigo com Bem dentro do colégio, ordenou que conseguissem sua expulsão o quanto antes, mas, ele era filho do inspetor da época. Nunca que conseguiriam tal proeza. - Gustavo parou olhando a hora que avançava.

- Certo. Esses papéis aqui? E como se tornou Presidente no lugar de Diego? - Miguel já parecia ansioso para saber de mais coisa. Estava ficando muito interessado em toda aquela operação.

- O presidente do ano seguinte, sabia que corriam perigo com Bem a solta. Decidiram então criar uma armadilha para ele e os funcionários. Invadiram essa saleta e aqui, onde havia arquivos muito antigos colocaram juntos os do Perfume de Cleópatra.- Gustavo sorriu. Até ele admitia que fora brilhante a manobra. Logo ele que não gostava de elogiar os outros. - A idéia era simples. Caso alguém viesse a dizer que existia o Perfume novamente, e eles não pudessem salvar o Perfume apenas sacrificando o Presidente, este traria os funcionários até essa sala. - Gustavo parou pois fora interrompido por Miguel.

- Então eles ao verem os arquivos misturados, pensariam que as administrações anteriores aprovavam tal coisa. - Disse Miguel.

- Desta forma, eles ficariam confusos tempo o suficiente para ex-alunos serem contatados para usarem de sua influência para despistar e camuflar tudo. Afinal, muitos alunos se tornam pessoas importantes. - Completou Gustavo.

- Mas, e sua presidência? - Perguntou Diego.

- Eu nunca fui usuário do Perfume. Tão pouco sabia sobre ele. Eu simplesmente ao e vinha fazendo e construindo meus próprios encontros. Porém próximo ao final do ano passado quase fui descoberto. Ao me esconder, vi o inspetor Silva encontrar um casal. A presidente e seu futuro acompanhante do baile. Eu não sabia quem eram os dois, mas, Silva estava tão contente com o que estava acontecendo que parecia ter encontrado o Santo Graau. - Ele parou de falar e fitou Diego nos olhos. - Acredite se quiser. Eu me atraquei com Silva antes que ele pudesse ver o rosto dos dois. Silva caiu no chão sem conseguir ver nada. O Acompanhante fugiu rapidamente, que não pudemos acompanhá-lo. Eu segurando a mão da presidente corri para a ala feminina. Onde fiquei encurralado. Silva passava de quarto em quarto caçando-nos, enquanto do lado masculino já acontecia o mesmo com outro inspetor. - Gustavo para deixando que os meninos se lembrem do dia em que foram acordados altas horas como se o mundo estivesse acabando.

- Enquanto me ensinava a passar pela lavanderia, sair na quadra e subir pela passagem do lixo. Pudemos escutar uma conversa que nos deixou estarrecidos. Lembro até hoje a frase. “ Ben. Inspetor Benjamin.” Um outro inspetor gritava. “Cale-se seu idiota. Eu sou Silva. Ben e Benjamin jamais devem ser pronunciados nessa escola, ou jamais pegarei aqueles trastes.” - Gustavo parou e se preparou para sair do alçapão.

- Mas... Mas... O inspetor Silva foi aquele que delatou no passado? - Miguel assustado.

- Sim. Ela me fez presidente por todas as qualidades que conhecem, não por Diego não servir para o cargo. A coragem e estilo destemido que apresentei por um completo estranho me faziam um candidato. Mas, em especial, por eu ter dado ao Perfume o que eles não conseguiram no passado. Nesse ano vamos expulsar o Benjamin Silva do colégio de qualquer jeito. - Disse Gustavo cerrando os punhos e assustando Diego e Miguel com um olhar de fúria.
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MensagemAssunto: Re: Descobrindo o Amor   Sex Jun 12, 2009 11:52 pm

Capitulo 5
Da Face Romântica para a Face Fria
Da Noite e do Perfume de Cleópatra



As pessoas de uma ala não devem ter contato com as pessoas da outra. Aquele que for pego em outra ala será expulso do colégio. Aquele que for pego com pessoas de outra ala será expulso do colégio. Mas, havia algo mais perigoso. Ser pego andando pelo colégio a noite, fora de sua ala, encontrando-se com alguém de outra ala poderia gerar algo mais que expulsão, principalmente se você estivesse fazendo isso por intermédio do Perfume de Cleópatra.

Se durante um encontro do Perfume de Cleópatra alguém for pego, o agente do Perfume tem obrigação de salvar o usuário, sendo o único a ser pego. Caso o usuário não tenha como ser salvo, o agente assume total responsabilidade sobre situação amenizando ao máximo a situação para o usuário. Em nenhum caso o Perfume de Cleópatra deve ser mencionado. Uma vez flagrado o agente deve assumir total responsabilidade para salvar o restante da equipe.

Caso o Perfume seja exposto, por situações adversas, o agente entrega o presidente do Perfume de Cleópatra como o único responsável de toda a operação.

A escuridão tomava conta da quadra, e o silêncio era quase reinante. Romeu e Julia haviam se encontrado na quadra por intermédio do Perfume de Cleópatra, que por engano marcaram para que eles conhecessem seus pares ao mesmo tempo. Assim Pablo e Pámela, os acompanhantes dos dois jovens, desfizeram o encontro que ocorria, ficando cada qual com o par estipulado pelo Perfume de Cleópatra.

Quando o encontro se aproximava do fim, foram surpreendidos pela chegada inusitada de duas figuras. O inspetor Silva, que tentava convencer a segunda figura, o diretor do colégio, de que havia uma máfia de encontros no colégio.

Não havia como correr. Ambos entravam pela entrada da ala masculina. A entrada feminina chamaria a atenção. Ir para a lavanderia poderia os deixar presos. Amedrontados naquele momento, Romeu e Julia estavam agora sobre os cuidados de Pablo e Pámela. Os dois agentes do Perfume, de acordo com as normas e regras do Perfume, salvariam os dois usuários daquela situação de serem apanhados.

Fazer o que precisava ser feito. Com as lanternas apagadas Pablo e Pámela guiaram Julia e Romeu para baixo das arquibancadas, encostando-se na parede da quadra.

Os quatro enfileirados, na disposição de Pablo, Julia, Romeu e Pamela parados sem se mexer. Eles estavam com a as costas na parede, sentados olhando para os lados. Viram as duas figuras se aproximarem da arquibancada conversando. Uma lanterna, que mais que era um verdadeiro farol, iluminava a quadra, deixando a escuridão se transformar em penumbra.

Quando perceberam a potência da lanterna, seus corações aceleraram. Um jogar de lanterna na direção deles, denunciaria a todos.

- Silva... Se existe quero que os pegue. Não podemos permitir que isso aconteça em nosso colégio. Daqui a pouco pode começar a surgir alunas grávidas e o que vamos dizer? - Pergunta o Diretor.

Os quatro ali se encolheram mais querendo atravessar a parede. Eles lado a lado, estavam grudados e respirando vagarosamente, para que não pudessem ser escutados. Viam o aproximar vagaroso e desinteressado de ambos.

Pablo fez um sinal com o dedo para cada um. Que fora entendido de imediato, não por conhecerem os códigos do Perfume de Cleópatra, mas sim por já estarem pensando naquilo desde o momento que os dois sentaram na arquibancada.

Quando sentara, silva colocou a lanterna no degrau acima de onde estavam sentados. Já o diretor colocou uma garrafa térmica no degrau abaixo do deles. O diretor sentou-se posicionado a frente de Pablo, e Silva, o inspetor, sentou-se ao seu lado, na frente de Julia.

Pablo olhava o diretor, se ele fizesse qualquer movimento de olhar para traz, ele deveria fazer algo. Pamela vigiava a lanterna. Ela não poderia cair, ela deveria impedir que isso acontecesse. Julia observava Silva, também como Pablo, e Romeu a Garrafa que vire e mexe era pega para que eles enchessem seus copos. Era aquele o sinal que Pablo havia feito para cada um. Cada qual vigiaria algo. O algo que estava a sua frente.

- Quanto ao exibicionismo de hoje... Seja um pouco enérgico. Grite ameace os garotos pela parte da manhã. Mas, deixe isso de lado, não se preocupe. Pelo que averiguamos tem de ser do povo do ultimo ano que sempre quer deixar sua marca. Essa foi original, pelo que consta. - O diretor parecia ser um homem compreensivo, dependendo do aspecto. Talvez se estivessem de frente para ele, os quatro sorrateiros jovens, perceberiam a vontade de rir que o diretor apresentava.

Julia olhou para Romeu que respirava com ar de aliviado. Julia sorriu naquele momento difícil. Via o conhecido Ro aliviar-se da pressão. Romeu que olhava acabou virando o rosto um pouco sem graça e voltando a vigiar sua garrafa. Aqueles poucos segundos em que seus olhares se cruzaram em uma pequena cumplicidade pareceram agradáveis, mas era necessário manterem a atenção.

Concentrados, eles respiravam de forma lenta. Evitando movimentos. Mas, era difícil não deixar seus ouvidos atentos. Eles estavam com os ouvidos atentos nos outros três companheiros, com medo deles fazerem algo. Mas, ao mesmo tempo queriam escutar aquela conversa. Para Pablo e Pámela, aquela conversa valia ouro.

- E a Máfia? - Questiona o inspetor.

- Se existir, eu quero que você a desmascare e a destrua! Não pode sobrar pedra sobre pedra. -

Pablo ao escutar aquilo se estremeceu e tentou chegar mais para traz. Mas, a parede impedia sua tentativa. Seu pé ia contra o chão tentando fazer com que ele passasse pela parede, e em uma dessas pernadas no chão sua perna acertou a perna de Julia que levou a mão à perna rapidamente.

A pequena fisgada na perna acabou passando logo, fora mais o susto. Susto que ficou estampado na cara de Julia que ia alterar a respiração, mas Pablo fez sinal para ela respirar calmamente. Levou a mão à frente do corpo mostrando como ela deveria fazer. E assim ela fez, esticando o braço direito que fez sua mão tocar o degrau da arquibancada.

Pablo claramente estava preparado para defender os usuários de serem descobertos a qualquer custo. Estava atento e mesmo demonstrando grande temor durante a situação, agia rápido quando percebia que algo poderia lhe entregar.

- Não! Eu vou é pisar nesses engraçadinhos! - Silva bateu com o pé no degrau onde seus pés estavam e começou a rir! Ele apertava forte o pé no chão como se ali houvesse algo para que realmente fosse esmagado. O problema é que realmente havia algo, que ele desconhecia.

A mão de Julia que fora a frente, fora surpreendida pelo pisão de Silva. O pé fora em cheio em sua mão. Na mesma hora a menina arregalou os olhos e abriu a boca. Um gemido saiu de sua boca assustando a todos.

Romeu levou a mão à boca da garota com toda força e velocidade que podia ter naquele momento.

- Hauhauhau!!! - Os dois senhores riam e alto. Assim o gemido não fora escutado. Os corações disparados dos quatro, ali embaixo, estavam a disputar qual saltaria da boca de seu dono primeiro, mas acabaram por dar lugar ao sofrimento de Julia.

Dos olhos de Julia saiam lagrimas. Ela tentava puxar o seu braço e mão de volta para si, mas Silva passou a ficar apoiado naquele pé que prendia a mão da menina.

Julia estava desesperada ela puxava e puxava o braço. Pablo agarrou o braço dela para que ela parasse de puxar. Se ele sentisse o puxão seria o fim. Pamela também se jogou para impedi-la. Fazendo Romeu praticamente ficar soterrado por ela.

Os agentes do Perfume de Cleópatra deveriam proteger usuários e a equipe a qualquer custo. Não importasse o que precisasse ser feito. Naquele momento se houvesse tempo para que Romeu e Julia pensassem no que aquela ação significava veriam apenas o lado frio da agência de encontros. Proteger-se a qualquer custo.

Julia não agüentava a dor que sentia em sua, mão. Ela tentava gritar, mas a mão de Romeu não deixava. Ela tentava puxar o braço, mas os outros dois ali a impediam impiedosamente, quase que também colocando as mãos em sua boca para que ela parasse de se agitar. Ela sentia-se privada de tudo. Invadida por todos que ali estavam.

Invadida por não poder expressar o que estava sentindo, por estar quase a ser descoberta e sofrer duras punições. Invadida por sentimentos que pareciam loucos naquele momento. Ela pedia com os olhos para que alguém a socorresse. Que ele a socorresse. Mas, naquela escuridão e naquela situação, seus olhos seriam a ultima coisa a que alguém daria atenção. A que ele daria atenção.

De repente o braço de Pamela e tocado. Ela estremece, olha rapidamente para cima temerosa. Ela fecha os olhos de forma apertada. Sua expressão era de sofrimento e medo temendo por ter sido descoberta. Encosta-se na parede como se tivesse sido forçada á parar tudo o que fazia.

Pablo ao reparar o que a amiga fizera, percebe que seu braço também fora tocado. Seu olhar se levanta e pode ver um olhar que praticamente dava uma ordem a ele. Pablo ficou sem reação diante daquele olhar.

“ O que?” Julia sentiu que algo estava diferente ao seu redor. Ainda em choros e cheia de dor ela havia acabado sendo sufocada pelos três que ali estavam a viver o momento mais tenso de suas vidas.

Julia abriu os olhos ainda deixando muitas lagrimas correrem, e viu que Pablo estava encostado na parede olhando fixamente para frente. Virou o rosto e viu e pode ver que Romeu estava ao seu lado sentado com a mão também esticada para frente junto com a sua, mas apoiava-a para que seu braço descansa-se. Olhou Pamela que estava com o olhar fixo para frente, vigiando o que deveria.

Romeu havia feito com que os dois que ali estavam parassem a confusão. Julia percebia o que havia acontecido e por aqueles instantes não sentia a dor, ou mesmo a situação. Ela sorria por dentro, mas logo.

- Pisar! Pisar! Pisar! - Silva apertou seus pés contra o chão. O que fez a menina voltar a si e quase saltar de onde estava.

- Calma... - Murmurou quase que inaudível Romeu para Julia que voltava a desesperar-se.

A menina olhava pedindo socorro e ele ao seu lado olhou para a sua mão que tampava sua boca.

- Cama! - Mais uma vê a boca dele abria e fechava e Julia podia interpretar e entender perfeitamente o que ele dizia. Lentamente ela foi deixando de sentir a mão dele pressionando sua boca, e logo ela estava com a boca livre.

Ela entrou em um choro compulsivo, mas nada emitia. Via-se correr lagrimas e lagrimas. Uma expressão de sofrimento. Sua mão, tão delicada, era esmagada e podia-se sentir e talvez até escutar alguns estalos.

- Pisar! Vamos pisar mesmo! - O diretor bateu com os pés no degrau e Silva o imitou levantando o seu pé e voltando a batê-lo com força no mesmo lugar.

- Ah... - Julia escutou o impacto das batidas e quase gritou de dor, mas, não sentiu o impacto em sua mão. Ela olhou temerosa e pode ver que sua mão estava sob a mão esquerda de Romeu que puxara assim que ele levantara o pé.

Julia ao perceber o acontecido virou seu corpo abraçando Romeu em prantos. Ela ficara totalmente de costas para os dois senhores. E com a cabeça no ombro do rapaz chorava compulsivamente, ainda tendo sua machucada mão sob a mão dele.

Romeu pôs seu braço direito sob as costas dela.

Ali ainda ficaram cinco minutos até que os dois senhores saíram. Pablo olhou e viu que os outros três continuavam paralisados. Ele fez sinal para esperarem. O jovem desapareceu na escuridão da quadra.

Pámela respirou aliviada, deixando seu corpo relaxar, ficando mole e deitando ali no chão da quadra. Seu coração estava totalmente acelerado e pela cabeça dela ela tentava encontrar o momento em que nos últimos anos ela tinha passado tanto risco de ser descoberta.

Romeu e Julia continuaram abraçados da mesma forma. Igualmente assustados, igualmente consolados um pelo outro. Era como se no momento que se abraçaram, estavam preparados para esperar o tempo que fosse necessário para sobreviverem ou morrerem.

Alguns minutos se passaram até uma lanterna piscar, em código. Pamela viu e fez sinal para que os dois se apressassem. Eles saíram pelo lado do dormitório Feminino.

- Noite quente essa! Espero que a de amanhã seja menos dolorosa para todos nós, mas com tantas surpresas quanto. - Pablo disse isso indicando que as meninas entrassem que eles esperariam. Logo elas desapareceram e eles seguiram para seus dormitórios.

No caminho nenhum dos dois falou nada. Saltar o grande portão naquele momento fora fácil, e Romeu ficou imaginando porque a ida havia sido tão difícil.

- Escute... Você foi muito bem lá dentro. Se não fosse do ultimo ano, aposto que poderia se tornar um agente ou mesmo o presidente. O que você fez lá salvou, novamente, a todos do Perfume. - Disse Pablo que sorriu e logo após umiuno meio da escuridão do prédio.

Romeu ficou parado alguns instantes. Só naquele momento ele percebeu o quão frio e terrível a noite havia sido realmente. Assim como o quão frio e terrível o Perfume de Cleópatra chega a ser.

- Demorou! O que aconteceu? - A voz de Donavan demonstrava que os amigos foram até o rapaz que narrou para eles o acontecido. E assim, Donavan foi o primeiro a ter uma reação.
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MensagemAssunto: Re: Descobrindo o Amor   Sex Jun 12, 2009 11:57 pm

Capitulo 6
Descobrindo o Amor
A Melodia dos Corações do Perfume de Cleopatra



- Sabe o que falam de caras nessa situação! Nenhuma família vai deixar você chegar perto de sua filha. Mesmo Gustavo que faz isso ele nunca se deixa ao menos ser descoberto e é visto novamente com as suas companheiras de aventura! Não vai mais vê-la! - Donavan era firme ao falar com Romeu.

Romeu apertou a mão olhando para baixo. Logo a cabeça dele assentia.

Donavan ficou sem saída. Gina estava louca pelo quase relacionamento de Romeu e Julia. Ela queria que aquilo parasse. Donavan já conhecia bem a amiga e decidiu ajudá-la, mesmo achando aquilo tudo um desrespeito ao que se chama amor.

=-=-=-=-=

- Não se aproxime mais deste garoto! Romeu é uma ameaça. - Diz Gina fazendo com que sua amiga visse mais uma vez, um dedo apontado na sua cara.

Julia arregalou os olhos sem entender. Ela sentada na beirada da cama acabara de receber um curativo na mão. Mas, amiga que estava a ser gentil e empolgada com tudo que contava de repente se transformara.

- Encontraram-se duas vezes. E duas vezes entrou em apuros. A primeiro susto. A segunda, susto e dor. Acha que a terceira vai ser o que? - Gina parecia séria. Ela olhava dentro dos olhos da amiga.

- Mas não foi culpa dele. -

- Fora que se ele for pego... O que vai perder entregando tudo? Nada! Só vai sair daqui com uma fama de Super Homem por ter vivido uma aventura daquelas e ainda ter ganhado o coração de uma garota sem nem ao menos ter de abrir a boca! E você? Não preciso dizer não é? Sabe o que falam de moças neste tipo de situação! - Gina era dura.

Julia assentia com a cabeça, e logo é abraçada por Gina que praticamente a derruba na cama, caindo por cima dela.

- Vem cá! Passou uma noite difícil! Mas você pode tirar coisas interessantes e produtivas disso. Me conta... Você se aproveitou do abraço na hora do choro, né? - Gina que se endireitara na mesma cama que a amiga, começou a cutucá-la para saber se ao menos havia gostado de alguns acontecimentos.

O dia raiou e parecia que nada havia acontecido. Pela parte da manhã, os alunos dos outros anos, sua maioria, partiu para sua casa. Os que participariam do baile, iriam dois dias depois. E aquele dia, ninguém poderia sair de seus dormitórios, até o momento do baile.

O Perfume de Cleópatra, havia organizado bem a chegada das acompanhantes. Espaço de cinco minutos para cada, a partir do momento que os acompanhantes verdadeiros começassem a chegar. Eles tinham o esquema com um dos motoristas para que ele trouxesse quase todos, então tudo estava correndo bem.

A festa era esperada por muitos. Alunos, acompanhantes, funcionários. Não existia um que não estivesse interessado em ir ao baile. Talvez por isso o Perfume de Cleópatra sempre existiu. Quem não gostaria de participar de vários bailes? A música, as pessoas a comida, o romantismo.

Mas, aquele baile em especial, naquele ano, guardava surpresas para muitos. Seria nele que Julia e Romeu poderiam se ver novamente, talvez pela ultima vez. Seria nele que o inspetor Silva tentaria pegar mais pistas sobre o Perfume de Cleópatra, e seria nele que os agentes do Perfume atacariam Ben.

Romeu foi ao saguão do colégio onde recepcionou meio timidamente Pamela. Ele estranhou ela já estar lá, parecia já ter chegado há pelo menos dez minuots. Ele perguntou discretamente, mas Pamela foi cordial em dizer que não se incomodava em ele ter se atrasado. Romeu estranhou conferindo a hora no relógio, mas percebeu que isso era um gesto antipático de sua parte.

Eles foram caminhando e começaram a tocar no assunto da noite passada, mas acabaram deixando de lado, pois se alguém escutasse seria um problema. Preferiram conversar, sobre assuntos que normalmente se conversaria no primeiro encontro.

- Então... Nnca beijou nenhuma garota? Nem teve vontade? - Pamela, agarrada ao braço do rapaz, olhou curiosa para o jovem.

- Não... Devo admitir que sempre achei que se visse alguém especial eu sentiria algo que identificaria de cara que era aquela pessoa. Mas, se aconteceu eu nunca soube diferenciar. -

Pamela parou e olhou para traz. Ela sentiu alguém que pisara na barra de seu vestido. E ao olhar para traz, viu Julia e Pablo.

Os quatro acabaram por se olhar e olharam Silva, e logo se afastaram. Durante o baile Julia e Romeu se olharam, mas não tinham coragem de chegar perto um do outro, e se um começava a caminhar na direção o outro olhava assustado e sumia de vista. Mas teve um momento em que ao irem pegar um ponche, acabaram se encontrando.

É tudo belo no amor, tirando as partes chatas. As pessoas complicam o que é para ser simples. Ou se gosta da pessoa ou não. Ou sente algo que é amor, ou não se sente. Não se confunde os sentimentos realmente. Ou será que as pessoas nunca possuem certeza de estarem apaixonadas? Ou será que todas as declarações de amor são falsas?

Romeu queria ir falar com Julia, mas além de toda a pressão de não estragar tudo para ela e os demais no baile, ainda havia a questão de estar complicando o simples. Não se decidir. Deixarem interferir na sua afetiva como se ela fosse uma novela a ser escrita por trezentos, e não apenas a dois.

Eles se olharam e sorriram. Romeu pode ver a luva que Julia usava para esconder o machucado.

“ Se eu perguntasse como esta a mão...” Ele deu dois passos para traz e foi se afastando dela. Ela tentou ir atrás dele, mas Gina a segurara naquele momento.

- Ta louca? - Diz Gina rispidamente a ela.

- Ta louco? - Donavan segurava o rapaz que havia parado de se afastar da menina e ia para falar com ela.

- Ta louco? - Duas vozes, em coro bradaram pelo salão interrompendo a musica. Todas as atenções se voltaram para eles.

- Não já nos vimos o ano todo? Pamela e Pablo? - Silva havia agarrado os dois no salão, ele havia desconfiado no momento que os viu chegar, mas resolveu esperar um pouco mais, para ter certeza, conferiu que eles não estavam em seus dormitórios e nem saído da escola. Só podiam então ser eles.

- Está louco eu não me chamo Pablo... - O rapaz tentou se soltar.

- Perfume de Cleópatra? Engenhoso! Perfumo famoso, então, como é? Ninguém sai daqui! Estão todos em Detenção! - Gritou Silva que ainda segurava os dois jovens!

Todos parados e mudos pareciam chocados com o que havia acontecido. Inclusive os verdadeiros convidados. Mas, de repente, as portas laterais se abriram ao mesmo tempo e uma correria começou.

- Parados! Todos vocês! Parados! -

Alguém acertou a perna de Silva com um chute, fazendo com que ele largasse tanto Pablo quanto Pamela. Pablo olhou Pamela e sorriu. Logo ele saia correndo. Enquanto Pamela ficava ali parada. Logo ela fora recapturada pelo inspetor.

- Aquele não tem para onde fugir. - Diz o Inpetor que arrastava Pamela para sua sala, enquanto a menina se debatia.

Gina puxava Julia como podia, mas a menina procurava Romeu, mas não pode encontrá-lo em meio a tanta correria. Com as diversas tentativas de olhar em volta ela acabou se saltando de Gina e ficando no corredor de sua ala meio perdida.

Ela desfez o penteado com as mãos. E deu alguns passos a esmo. Olhou pela janela e viu que tudo havia ficado vazio no ginásio e que Silva andava com Pamela para o prédio da direção. Certamente, naquele momento eles seriam interrogados por horas.

=-=-=-=-=

A satisfação do dever cumprido. O desejo de vingança de uma vida finalmente concluído. Se um sonho se realiza você se sente pleno. Mas, quando está prestes a realizr o sonho de uma vida o extase toma conta de seu corpo.

Já faziam 30 minutos que Pamela estava ali dentro sendo interrogada pelo inspetor Silva. A menina olhava para ele sorridente, sem dizer nada, apenas acompanhava-o, indo e vindo pela sala. Mas, em um dado momento ele percebeu algo a mais, percebeu que ela olhava o relógio também.

Pamela também percebeu que ele já sabia que ela observava o relógio. Ela precisava ser rápida.

- Pode esquecer. O presidente que entrar por aquela porta não vai me enganar como fizeram aos demais na minha época. Ninguém que passar por aquela porta vai te salvar, ou salvar ao grupo patético de vocês. -

Pamela sorriu e se levantou.

- Tanto ódio por ter sido uma criança má. Tanto ódio por ter sido uma criança que ficou sem um par para o baile. - A menina se andava pela sala e bagunçava os cabelos desfazendo o penteado.

- Do que está falando menina? Sente-se que eu não dei permissão para levantar-se. -

- Benjamin. Acha que ninguém sabe de você no Perfume de Cleópatra. Sabemos que traiu o Perfume e os alunos em seu primeiro ano aqui. Sabemos também que no ultimo ano, não tinha um par e ligou para o Perfume implorando. por um par. E que falaram que iriam te ajudar, mas você no dia do baile não teve ninguém. - A menina agora tirava as sandálias e um brinco de sua orelha.ela chegou a arrebentar o colar.

Silva nada entendia. A menina não era seu foco no momento, o que ela estava contando era a pura verdade. Aquilo estava o perturbando, tanto que não percebia o que estava acontecendo.

- Inspetor silva. Você ficou sem ninguém no baile, pois nenhuma garota queria ir com você. O Perfume tentou,mas garota alguma queria ser par de um porco traidor. -

Aquela ofensa causou a Silva grande irritação que partiu para cima da menina na mesma hora que ela rasgou parte do seu vestido e começou a gritar. Ela com movimento rápido levou o pedaço rasgado a boca, mas de forma que ainda podia gritar.

- Socorro. Me ajudem! -

Não demorou nem cerca de dez segundos até a porta ser posta a baixo e alguns adultos e funcionários entrarem na sala acompanhado do diretor, Gustavo e um casal já de idade que parecia um pouco aflito.

A cena era a pior imaginável. Um homem com as veias pulsando segurando uma jovem menina que estava descabelada, com a maquiagem borrada, vestido rasgado e ainda parecendo estar amordaçada.

- Minha filha. Seu monstro filha dá... - O senhor de idade largou sua esposa e partiu para cima do inspetor Silva. Sua esposa começou a passar mal. Respirava com dificuldades e parecia ir desmaiar. ela cambaleou e foi parar nos braços do diretor.

- Senhor diretor, acho melhor levá-la daqui. A mulher está em choque. - Dizia Gustavo.

- Policial prenda esse corruptor de menores e jogue-o atras das grades.E Diretor ele tem que ser expulso do colégio, imediatamente. se não fizer nos próximos cinco segundos eu vou garantir que mais ninguém estude aqui. - Um senhor irritado gritava enquanto ajudava ao pai a surrar o policial a conter o pai irritado.

O diretor espantado acenou com a cabeça que sim. Balbuciou um espulxo imediatamente. Sim sim. Ele não sabia o que fazer naquela situação, então simplesmente pegou a mulher no colo como podia e foi saindo. Pelo corredor ele pode ver muitos aluos e muitos outros convidados ali. MAs, ele não estava para aquilo naquele momento. Estav perplexo com o ocorrido.

- Pare! Eu não fiz nada. Sua filha é que me atacou. - Ele gritava para tentar se livrar, mas só após uns cinco minutos de muita luta ele conseguiu se livrar do pai.

- Tem que acreditar em mim essa garota... O perfume de Cleopatra... - Silva estava completamente atordoado.

Mas, de repente Silva percebeu que a sala estava ainda mais lotada. Estavam tantos e tantos amontoados naquele lugar. Ele viu um jovem subir na mesa. e apontar-lhe um dedo.

- Eu, Gustavo, atual presidente do Perfume de Cleópatra, em nome de todos os membros aqui presentes digo que Benjamin Silva acaba de ser expulso como manda as regras do Perfume. - A voz de Gustavo vinham como a voz do telefone.

- Eu, o presidente o qual você traiu, Confirmo seu crimes perante ao Perfume. Parabenizo o atual por ter conseguido te eliminar do colégio após tantos anos. - Aquele era o pai da jovem Pamela quem falava. Parecia que ele tinha tido certo prazer em socar realmente silva.

- Eu, a presidente do ano passado, peço desculpas em nome da presidente do ano em que você se formou. Ela é a mãe da Pamela que está enrolando o diretor. - A menina deu uma pequena risada. - Sentimos muito por não ter conseguido um par. Mas você traiu a todos os alunos desse colégio. E como mostrado, não mudou em nada. Você nunca aprendeu o que é o amor. -

- Droga! Uma armação!Eu vou me vingar de vocês. - Diz Silva irritado e socando sua mesa.

- Não na cadeia! - Diz o policial algemando-o.

- Vai ser falo testemunho. - Grita Silva entendo que todos ali iam depor contra ele.

- Na verdade, só precisam de abrir gaveta com várias calcinhas de alunas do colégio. - Dizia Miguel que mostrava um arame na mão e ria que só ele.

O Policial o levava em meio aos gritos. parecia uma festa para os demais. Anos de perseguição finalmente sendo vencidos. Mas, havia ainda um que ali estava que precisava de algo.

- Entendeu agora Diego? Você daria um bom presidente, mas é correto demais para fazer isso. - Disse Gustavo que foi até o amigo.

- É com certeza eu não faria isso. Mas, mesmo tirando Silva de cena. E só gritos anteriores de que Pablo e Pamela eram alunos de outros anos? E as pessoas que eles acompanhavam? - Questionou Diego.

- Eles não acompanhavam Julia e Romeu. Eles chegaram e se registraram acompanhando seus primos do ultimo ano. Por isso quando Julia e Romeu chegaram ao saguão, os dois já estavam a tempos. fique tranqüilo que nada acontecerá a eles. - Dizia Gustavo.


Última edição por Adrian em Sab Jun 13, 2009 1:16 am, editado 4 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: Descobrindo o Amor   Sex Jun 12, 2009 11:58 pm

Julia caminhou de volta para a quadra vazia. Ela percebera uma movimentação grande no prédio da diretoria. As não ligou. o sonho havia acabado e ela queria voltar a quadra ao menos para relembrar. Para olhar o que havia sobrado da decoração e mesmo do sonho que era o baile.

Lá ela entrou, olhando em volta e pode ver que alguém entrava naquele mesmo momento, pela outra porta.

- Ro? -
- Ju?-

Os dois se olharam e olharam para traz, como se eles fossem voltar, com medo um do outro. Afinal da primeira vez foi um grande susto. Da segunda vez susto e dor. Na terceira vez a menor menção de se aproximarem causou o fim do baile. O que a quarta vez estava guardando?

Mas o medo já tinha se juntado a coragem. A sensação que vinha dessa mistura era mágica para os dois. Retornando e desfazendo os poucos passas que deram, voltaram a olhar para a pessoa que estava a frente. Caminharam até perto um do outro.

- Será que tivemos o mesmo pensamento? Pensamento de ver como ficou o local? - Perguntou Julia.
- Acho que nossos acompanhantes dançaram, como vieram para fazer. - Diz Romeu olhando em volta. Calando-se.

Julia percebeu que ele ficara sem graça, mas não antes dela ficar. Ela fora passar a mão no vestido, e sentiu a mão machucada.

Eles começavam a escutar a confusão que era gerada no prédio da direção, mas pareciam querer ignorar aquilo. Já haviam sido interrompido tantas vezes, fugidos algumas outras, não era hora para algo interromper. Aquela poderia ser a ultima vez que ambos se viam.

- Você deixou uma marca no ultimo encontro. - Diz Ela passando a mão sobre a mão machucada, mas escondida com a luva.

- Ultimo encontro? - Romeu deu um pequeno sorriso e levantou as sobrancelhas balançando a cabeça.

- Eu marco as pessoas! As vezes só de abrir a boca... E as vezes, nem precisa... -Diz ele olhando para os lados, evitando olhar nos olhos a jovem.

- Ahn? Eu não entendi... - A menina parou alguns instantes entendo oq ue era o que ele queria dizer. Logo ela percebeu, ele se culpava por aquilo. - Não foi sua culpa o machucado... Eu estava brincando... Eu... Está se referindo ao que disse mais cedo quando entrava no salão do baile, não é?-

Romeu se calou e balançou a cabeça. Era como se ele não soubesse do que a menina estava falando, ou queria fingir que não sabia. Talvez por vergonha. E difícil admitir os sentimentos realmente.

- Sempre achei que se visse alguém especial eu sentiria algo que identificaria de cara que era aquela pessoa. Mas, se aconteceu eu nunca soube diferenciar. - A menina repetiu as exatas falas dele. Aqulo deu coragem a ele a continuar ali.

- Eu não fugi de você naquela hora por causa disso. Meu amigo... Se eu ficar perto de você... Ele acredita que eu vá me dar mal... Mas eu acho que é você quem sai pior nisso... Por isso eu não quero ficar perto! Não me aproximo... Eu sinto algo por você que eu não sei dizer o que é... - Romeu se vira e da alguns passos indo sair. Mas a voz de Julia saiu trêmula impedindo que ele avançasse.

- Sabe... Eu também nunca... Beijei ninguém. Sonhava que aconteceria no baile, mas... Eu cheguei quase três dias do dia de que meu sonho deveria se realizar e eu... Gina era a pessoa que eu mais conversava... Que mais me dava apoio... Mas até mesmo ela me desencorajou no final. Sonho bobo... Eu achava que era, até que... As luzes se apagaram, tudo ficou escuro e quando clarearam, eu vi meus olhos cheios de medo sendo refletidos em outro, que estavam que nem os meus. - Julia falava se aproximando do jovem, mas ela dava um pequeno passo e hesitava em dar o próximo.

- Os meus olhos? Desculpa, vem algo diferente de ti... Eu sinto algo diferente vindo de você, mas eu não consigo dizer o que... É... - O jovem que falava quase que exaltando-se virou-se para a menina para encará-la e se deparou com ela a poucos centímetros de si, já junto dele.

- Ro, eu sei! - Diz Julia.

- Ju... Você sabe dizer o que é que eu estou sentindo? - Ele perguntou não entendendo e ao mesmo desencorajando-a, mas a tentativa não surtiu efeito.

- Porque me ajudara durante a dor que eu sentia, enquanto tudo e todos ao seu redor, queriam que você não o fizesse. Porque a me ver novamente seus olhos brilharam como os meus e logo o brilho desaparecera ao saber que havia um engano dos acompanhantes. - A menina dava um passo a cada frase e ato que ela citava, ele ter feito.

Romeu por sua vez, ia dando passos para traz, passos delicados e suaves. Ele não conseguia ficar parado, tinha medo do que aconteceria. Mas não conseguia desviar o olhar de Julia.

- Porque você não hesitou em me acolher em seus braços correndo o risco de piorar a situação e ser julgado pelos que não conhecia. Porque você ainda está aqui escutando tudo o que eu falo... Porque eu sinto o mesmo... e se não for este tipo de sentimento... Eu... Eu.. Eu acho que então nunca mais quero sentir isso... -

Romeu ficou a olhar a menina que não avançava mais contra ele. Ele a olhava sem esboçar nenhuma reação, ele sorria como algumas vezes fazia, mas ela também estava parada.

- Acho que o perfume de Cleópatra funcionara, talvez. - O jovem fechava os olhos e se lembrava de como havia conhecido aquela menina.

- É... Talvez ele tenha feito o seu papel... - A menina ficou um pouco mais ruborizada e envergonhada com tudo aquilo.

- Eu... - O menino tocou a mão dela levemente, acolhendo as duas mãos nas suas. Julia ficara vermelha e tentou desviar o olhar, ou mesmo ir para traz. Mas as mãos de Romeu a imobilizavam.

- Eu não sei... Eu... Não sei o que fazer... - Os dois dizem isso na mesma hora olhando um nos olhos dos outros e acabam no final, ao perceber o que o outro disse, abrindo um sorriso que foi se desfazendo aos poucos, a medida que os lábios se aproximavam.

Eles podiam escutar aplausos e gritos. Os mesmo vinham do prédio da direção, onde silva acaba de ser derrubado. Eles podiam sentir alguém os vigiando. E de certo Gina e Donavan os observavam. MAs nada parecia abalar aquele momento dos dois.

Encostaram o nariz, um no do outro, ainda olhando-se... as testas se chocaram uma vez, mas logo o seus rostos tomaram sentidos e direções opostas fazendo seus lábios se tocarem.


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E assim se encerra minha fic! huhuhu espero que tenham gostado. resolvi que queria postar a maioria na sexta pelo dia dos namorados, pena que cheguei tarde em casa. hauhauha!

aguardo comentários!
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MensagemAssunto: Re: Descobrindo o Amor   Dom Jun 14, 2009 3:37 pm

Olá. Bom, eu dei uma rápida lida nos capítulos, óbbvio que deixei algumas frases pularem, mas eu compreendi a história. Sério, eu realmente não me intereso por fanfics que tenham so romance e romance. É minha opinião, desculpe ^^

Escrita


Organização - 4 - A organização está ótima, separando falas de narrativas corretamente, e pulando espaços quando necessário.

Ortografia - 2 - Poucos erros ortográficos, mas que atrapalham a leitura às vezes, e deixa ela desagradável.

Leitura - 3 - Devo dizer que a organização deixa a leitura bem legal e agradável, mas contando os erros ortográficos, palavras repetidas, falta de acentos, palavras erradas e outros, a leitura fica ruim.

Personagens

Descrição - 3 - A descrição nào fora marcante, pois o fato de você gter escrito lá não é tudo, mas, por palavras e frases, ter relembrado a descrição que conta.

Participação na História - 4 - Todos os personagens da fanfic tiveram uma boa participação cada, até o desfecho da história. Mas creio eu que Miguel ficou meio de lado.

Harmonia de Ações - 3 - Certo, todos tiveram seu momento e hora certa para aprecerem, mas acho que a Pâmela ficou quase com poucas ações na fanfic...

Idéias

Quantidade - 3 - Poucas ideias, como a de rapazes tentando arrumar um par para o baile de fim do ano do internato, juntamente a conseguirem um perfume que ajude eles neste quesito.

Desenvolvimento - 3 - Únicos desenvolvimentos foram as aventuras percorridas pelos rapazes, na busca pelo Perfume d e Cleópatra, entre conversas com as garotas.

Originalidade - 4 - Devo admitir que é uma história totalmente original, com personagens e outros quesitos também sendo originais.

História

Descrição - 3 - A narrativa foi tão forte e clara, que algumas coisas básicas não deram pra ser entendidas, simplesmente por causa da narrativa.

Explicação das Tramas - 4 - Foi bem explicado que os garotos queriam sair do internato felizes, com pelo menos terem arraumado um par para o baile de fim de ano.

Tamanho da História - 3 - O tamanho da História foi bom, conseguiu passar direitinho o que o leitor queria saber sobre a trama, mas acho que devia ser com mais capítulos, e ter tido mais aventuras com os garotos.

Nota Final: 39/48

Comentário Fina: A fanfic teve um desfecho muito bom e preciso. Os meninos tiveram uma pequena aventura no internato, mas que valeu a pena, pois arrumaram um par para o baile do fim do ano. A organização estava boa, mas a descrição não foi marcante. Erros ortográficos tiveram bastante, e foram um pouco graves. Agora que Romeu e Júlia irão viver felizes paraa sempre, termino meu comentário.

-------

Bom, é isso aí! Aguarde a avaliação de Gunner, Puresparky e ArnoBeiFong!
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MensagemAssunto: Re: Descobrindo o Amor   Qui Jun 18, 2009 8:26 pm

Minha avaliação:


Escrita
Organização - 4: Organização perfeita, falas e narração muito bem separados e os espaços em seus devidos lugares.
Ortografia - 2: Encontrei alguns erros ortográficos, como falta de acentos e poucos erros nas palavras, em si.
Leitura - 2: Aqui fica uma espécie de média entre os dois quesitos acima, apesar de você ter uma das melhores organizações do fórum, os poucos erros ortográficos encontrados diminuem a sua nota.

Personagens
Descrição - 3: Fez uma descrição boa, mas não reforçou-a durante o curso da história.
Participação na História - 4: Todos os personagens tiveram uma participação igual, nenhum foi esquecido ou deixado de lado.
Harmonia de Ações - 3: Todos tiveram sua hora certa de aparecer e, apesar de ninguém ter sido deixado de lado, alguns personagens chegaram a aparecer mais do que outros.

Ideias
Quantidade - 3: A ideia dos caras procurando um par para o baile foi a principal e unica ideia.
Desenvolvimento - 3: Desenvolveu bem a ideia proposta para a história do início ao fim.
Originalidade - 2: Apesar de ser raro encontrar fics com essa temática, é um tipo de história que encontramos facilmente em filmes e livros.

História
Descrição - 4: A história teve uma descrição perfeita, possibilitando ao leitor entender tudo o que o autor queria passar.
Explicação das Tramas - 4: Leitor entendeu claramente que a história se tratava de um grupo de amigos que queriam encontrar um par para seu baile de fim de ano.
Tamanho da História - 3: Seus capítulos tiveram um tamanho um pouco acima da média, o que pode acabar desencorajando eventuais leitores que queiram conferir sua história. Porém, a história em si, foi de tamanho ideal para desenvolver e contar de forma clara a ideia proposta.

Nota Final: 37/48

Comentário Final: Deixando os aspectos técnicos do torneio de lado, sua fic é bem interessante de se ler, tanto para aqueles que gostem do gênero romance quanto para aqueles que querem descansar das tradicionais fics de ação e aventura. Se propôs a contar uma história e o fez com precisão. No mais, parabéns pela primeira fic completa do fórum The Writers.
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MensagemAssunto: Re: Descobrindo o Amor   Qui Jul 02, 2009 11:33 pm

Ola Adrian. Vai aqui minha avaliação para sua fic.
Boa Sorte.


Escrita:

Organização: 4 - Otima organização. As falas em negrito se diferenciam da narração. Paragrafos bem separados e tal. Tudo muito otimo.

Ortografia: 2 - Encontrei alguns erros ortograficos. Tipo... Acho que foi mais de digitação mesmo... Em que faltavam uma letra na palavra ou tinha uma que não era da propria.

Leitura: 3 - Dei três, pois os errinhos ortograficos atrapalharam um pouquinho, alem de ter algumas partes confusas.

Personagens:

Descrição: 4 - Otima descrição. Dá para notar logo de inicio.

Participação: 4 - Todos. Todos participaram. Exelente... Não tenho nem o que comentar desse quisito.

Harmonia de Ações: 4 - Todos apareceram e tudo foi encaixado direitnho. Parabens.

Ideias:


Quantidade: 3 - Não teve lá muitas ideias... So a ideia do baile e tal, mas tudo bem.

Desenvolvimento: 4 - As ideias foram bem desenvolidas e tal... A fic foi firme desde o inicio a ideia principal.

Originalidade: 4 - Uma historia bem original e raramente vista no mundo das fics. Na minha opinião a ideia do internato onde existe uma organização secreta que produz encontros entre casais e apartir dai nascer um romance entre dois adolescentes, foi OTIMA.


Historia:

Descrição: 4 - Tudo foi bem descrtio... Sem muitos comentarios aqui.

Explicação das tramas: 3 - Eu fiquei perdido em algumas partes, mas tudo foi bem explicado como deveria ser.

Tamanho da historia: 4 - Seis capitulos, relativamente grandes... Achei que ficou bom pra explicar a hisotoria.

Nota final: 43/48.



Comentario final: Deixando os aspectos tecnicos do torneio e visando a minha opinião de leitor (e fan)... EU acheu a sua fic uma das mais interessantes historias de romance que eu ja li. Muito bem explicada, muito bem desenvolvida, comovente, a historia conseguiu me prender ate o final. Parabens. Continue sempre assim e poste muitas e muitas fics aqui no TW. você já tem um leitor mais que garantido

Wink


Sorte no torneio.
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MensagemAssunto: Re: Descobrindo o Amor   Sab Jul 18, 2009 6:09 pm

E assim termina o concurso Embora eu não esteja acostumado com o gênero romance...

Escrita 8/12

Organização - 3 - Você usa negrito para as falas mais eu vi você esqueçendo as vezes.

Ortografia - 2 - Os erros são poucos, mais as vezes dependendo deles, custa um pouco para entender e você tem que ler várias vezes. Eu vi um "coma garota" ao invés de com a garota e imaginei algo obsceno. xD

Leitura - 3 - A leitura é boa, mais com os erros e outras coisas, fica um pouco chato e cansativo ler.

Personagens 9/12

Descrição - 3 - Você não deixou a descrição marcante como o Leo disse, eu custava pra lembrar a descrição de alguns personagens ao longo da fic.

Participação na História - 3 - Todo mundo apareçeu na hora certa e fez o que devia fazer. Sem mais nem menos, mais alguns personagens ficarão de lado, tipo como o resto do povo que trabalhava no perfume.

Harmonia de Ações - 3 - O diretor e alguns dos moradores do dormitório não fizeram muito nos primeiros epis.

Idéias 9/12

Quantidade - 3 - Os amigos do internato+bailes cujo o principal não tem par. É meio forçado mais essa de organização secreta de encontros te salvou.

Desenvolvimento - 3 - O Diego em busca de respostas, os encontros da Julia e do Romeu, e o que falaram do Perfume. Acho que mereçe um 3 xD

Originalidade - 3 - A história até pode ser original, mais segue alguns Metatipos em fics de escolas. O amigo rico, o corajoso, o que tenta ser corajoso, o principal que tem o amor correspondido e o tarado. Alias tem o lançe do Romeu e JULIa, aposto que você quis por um Julieta né? xD

História 9/12

Descrição - 3 -Assim como o Leo já ressaltou, narrativa foi tão direta que me deixou sem entender algumas coisas.

Explicação das Tramas - 4 - Explicou tudo que devia ser explicado.

Tamanho da História - 2 - Mesmo tendo tudo o que devia ter e tudo mais, eu acho que faltou capitulos, foi mal ai.:/

Nota Final: 35/48

Comentário Final: A fic terminou bem, todos felizes, tudo resolvido tudono bem bom. Mais eu acho que faltou mais caps. Mesmo esse não sendo meu genero, eu gostei. \O/
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Descobrindo o Amor

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